
#16316 de novembro de 2023 · 1h38min
Victor Oliveira — Head de alocação da gestora Grão, economista pelo Ibmec, ex-sócio do Banco Modal, onde comandou a área de wealth e a gestão de fundos exclusivos
Vitor Scaramelo — Engenheiro naval pela UFRJ, sócio-fundador e head de consultoria da Portfel
Pagar menos imposto legalmente não é privilégio de rico: com R$ 100 no PGBL qualquer pessoa já abate até 12% da renda tributável, recebe restituição e adia a tributação para 10% no futuro.
Simule no aplicativo da Receita Federal quanto você receberia de volta declarando pelo modelo completo e aporte até 12% da sua renda bruta tributável em um PGBL de baixa taxa antes do dia 20 de dezembro.
No episódio 163 d'Os Sócios, Bruno e Malu Perini recebem Victor Oliveira (gestora Grão) e Vitor Scaramelo (Portfel) para discutir formas legais de pagar menos impostos no Brasil. A conversa parte de um panorama macro — previdência, seguro de vida, holdings, offshores e fundos exclusivos — e detalha como as mudanças legislativas (PL dos super-ricos, come-cotas em offshores e fundos exclusivos) estão fechando portas que antes só os grandes patrimônios usavam. O destaque fica para o PGBL, apresentado como o instrumento mais democrático de economia tributária: investindo até 12% da renda bruta tributável, o contribuinte abate essa quantia da base de cálculo, recebe restituição (o 'pix do leão') e ainda paga apenas 10% de IR no longo prazo pela tabela regressiva. Os convidados alertam, porém, para as previdências caras dos grandes bancos, com taxas de 2% a 4% ao ano para comprar Tesouro Selic. O episódio também aprofunda planejamento sucessório (ITCMD, custos de inventário que chegam a 20% do patrimônio), a diferença entre seguro resgatável e temporário, holdings para quem tem muitos imóveis alugados, riscos de Airbnb não declarado e a compensação de prejuízos em bolsa — ferramenta que, segundo os convidados, quase ninguém usa. Bruno Perini conta casos reais, como vender CVC no prejuízo para anular o lucro do Banco Inter e não pagar imposto.
“Não há nenhum investimento no Brasil onde você invista 12.000 e receba 3.300. Se você tiver algum investimento que promete isso, provavelmente é uma pirâmide.”
“Sempre que você tributa só os muito ricos, o que acontece é que a arrecadação é baixa, porque são poucos e sabem se proteger. Depois tributa a classe média, até que uma hora estão tributando pobre.”
“O seguro é o único ativo no mercado financeiro capaz de antecipar o tempo. Ele consegue trazer 9 anos do futuro para hoje se você tiver um acidente e ficar inválido.”
“Sinceramente, na nossa opinião, é um investimento meia boca e um seguro caro.”
“Se você teve capacidade financeira e emocional de acumular um patrimônio ao longo de 15, 20 anos, por que você vai delegar a capacidade de gerir aquele recurso para um terceiro?”