
#17608 de fevereiro de 2024 · 2h13min
Giovana Naya — Advogada especialista em planejamento patrimonial, tributário e sucessório, professora, sócia e head de wealth planning da Portfel
Matheus Falcão — Administrador especialista em seguros, sócio e head de Seguros na Portfel
Vitor Scaramelo — Engenheiro naval pela UFRJ, sócio fundador e head de consultoria da Portfel, empresa de consultoria patrimonial do Grupo Primo
Toque no livro pra ver o que foi dito, ou no minuto pra ouvir.
Pai Rico, Pai Pobre
citado por Vitor Scaramelo
30:45Investimento não enriquece ninguém: o que constrói patrimônio é ganhar mais, viver um degrau abaixo do que se pode e criar o hábito de poupar — o investimento apenas potencializa o que você já conseguiu guardar.
Pegue hoje papel, planilha ou app e escreva tudo: quanto entra, quanto sai, onde sai e todas as suas dívidas com suas taxas — depois compare cada taxa com a Selic para saber quais dívidas precisam ser eliminadas primeiro.
No episódio 176 de Os Sócios Podcast, Bruno e Malu Perini recebem três sócios da Portfel — Vitor Scaramelo (investimentos), Matheus Falcão (seguros) e Giovana Naya (planejamento patrimonial e sucessório) — para destrinchar os quatro pilares da construção de patrimônio: planejamento financeiro, investimentos, seguros e sucessão. A conversa começa quebrando a ilusão de que investir enriquece: segundo os convidados, ninguém fica rico apenas investindo, mas sim aumentando a própria renda (como profissional ou empresário) e vivendo 'um degrau a menos' do que poderia. Bruno e Malu contam como juntaram R$ 880 mil ainda no Exército, morando numa casa que alagava e andando com o ar-condicionado desligado — além de economias 'idiotas', como estocar detergente no Aniversário Guanabara. Na parte prática, os convidados defendem o autoconhecimento financeiro (mapear ganhos, gastos e dívidas), o uso da taxa Selic como régua para separar dívidas boas de ruins, a diferença entre ativos e passivos e a importância de pedir ajuda profissional em vez de parar a carreira para virar investidor. Discutem também alocação de ativos conforme o risco da própria profissão — empreendedor deve ser conservador na carteira, servidor público pode correr mais risco — e criticam o modelo de remuneração por comissão (commission based) frente ao fee based. O bloco final trata de proteção e preservação. Matheus Falcão conta como foi diagnosticado com leucemia aos 24 anos, dez meses depois de contratar um seguro de R$ 250 mil, e como isso evitou a ruína do patrimônio dos pais; Vitor relata o próprio diagnóstico de doença de Crohn. Os dois explicam por que o seguro resgatável (whole life) costuma ser caro e vendido com incentivo perverso, comparando preços com o temporário e o tradicional. Giovana fecha falando de testamento, holding, offshore, ITCMD e teoria das bandeiras, lembrando que planejamento sucessório é, no fundo, um ato de amor.
“Eu não conheço ninguém que ficou rico simplesmente investindo. A pessoa ficou rica porque ela foi bem sucedida em alguma área.”
“Eu sempre falei pra Malu que a nossa história seria chata: eu não quero ser aquele cara da história que ficou rico, quebrou e depois ressurgiu.”
“Tem uma frase que eu gosto muito, que é: quem quer levar vantagem toma golpe. Então desconfie de ganhos rápidos.”
“Aos 24 anos de idade eu tive um diagnóstico de leucemia, e 10 meses antes do meu diagnóstico eu contratei um seguro de vida.”
“O seguro a gente contrata quando tá sol, e não quando começa o tempo a ficar nublado, quando começa a chover.”
“O planejamento, no final, ele é um ato de amor: é algo que a gente faz muito mais pros outros e para aqueles que a gente ama.”