
#29026 de março de 2026 · 2h10min
Leanderson Reis — Planejador financeiro CFP, fundador da Serafim e da Academia Serafim, professor na PUC-RS e mentor dos planejadores da Grão
Frederico Dinis — Planejador financeiro há 6 anos, ex-militar especialista em armamento e explosivos, bacharel em contabilidade e mentor dos planejadores da Grão
2 livros, na ordem em que aparecem na conversa.
Na volta a gente compra
citado por Leanderson Reis
11:14Pai Rico, Pai Pobre
citado por Leanderson Reis
1:47:18Finanças pessoais são 95% comportamento e só 5% matemática: o que impede a maioria de enriquecer não é a falta de renda, mas o 'mal invisível' — gastos automáticos que ninguém percebe e decisões tomadas sem clareza de prioridades.
Abra hoje o extrato dos últimos três meses e liste todos os débitos recorrentes (tarifas bancárias, assinaturas, streamings, pedidos em aplicativo); cancele o que você não usa e cote um seguro de vida temporário — a tarifa bancária cancelada provavelmente já paga a proteção da sua família.
No episódio 290 d'Os Sócios, Bruno e Malu Perini recebem Leanderson Reis e Frederico Dinis, planejadores financeiros da Grão, para discutir por que tanta gente ganha bem e mesmo assim não consegue guardar dinheiro. Leanderson apresenta o conceito de "mal invisível" — gastos que a pessoa faz sem perceber, como tarifas bancárias, assinaturas esquecidas, pedidos em aplicativo e R$ 1.000 por mês em padaria — mostrando que numa primeira revisão de orçamento é possível economizar de 10% a 24% sem mudar nada no estilo de vida. A conversa percorre os cinco ciclos de vida financeira de Franco Modigliani, destacando que a fase mais crítica é a acumulação da primeira massa crítica (os primeiros R$ 100 mil), onde a maioria dos brasileiros fica presa num patrimônio em "dente de serra". Os convidados defendem que a política de proteção (seguros de vida, invalidez, doença grave, patrimonial) é até mais importante que a política de investimentos nessa fase, e desmistificam a previdência privada como ferramenta de otimização tributária e sucessória — PGBL, tabela regressiva, isenção de come-cotas e de inventário. Também são abordados imóvel versus aluguel (sempre um "depende" ligado à fase de vida), os perigos de financiamentos indexados a CDI/IGPM, portabilidade de dívidas, e a dinâmica de casais com perfis comportamentais opostos. Fred relata casos reais, como um cliente que pagava R$ 6.800/mês num seguro resgatável quando um temporário de mesma cobertura custava R$ 200, e um casal com 12 empréstimos e parcela de R$ 23 mil que foi reorganizada via portabilidade.
“Imagina só que esse cappuccino e croissant estão apagando por volta de mais de 1 milhão lá na sua independência financeira.”
“Quem tá dentro da garrafa não consegue ler o rótulo.”
“Desejos são infinitos, mas recursos são finitos.”
“Eu sempre falo que eu tenho uma tríade da qual eu não abro mão: reserva de emergência, plano de saúde e seguro de vida.”
“Você não tem noção. Você salvou o nosso casamento e a gente só vai ter o filho que a gente tanto sonhava por sua causa.”
“Então quer dizer que o carro vale mais do que a vida para você tá pensando em seguro.”