
#31113 de agosto de 2026 · 1h22min
Raimundo Godoy — Presidente executivo, sócio e cofundador do Instituto Áquila, com mais de 40 anos de experiência em consultoria de gestão e idealizador do Índice de Gestão Municipal Áquila (IGMA).
2 livros, na ordem em que aparecem na conversa.

Coisa de Rico
citado por Bruno Perini
1:11:52Na Raça
citado por Bruno Perini
1:43:12Sem ritual de gestão — paradas periódicas para comparar o planejado com o executado e decidir o que será feito de diferente — nenhum orçamento, estratégia ou treinamento vira resultado: 90% das estratégias fracassam na implementação porque a rotina compete com a melhoria.
Marque hoje uma reunião mensal fixa de ritual de gestão na sua empresa, exigindo de cada líder um relatório de uma única página comparando o planejado, o executado e o resultado — e use o tempo da reunião para discutir ações diferentes, não para justificar problemas.
No episódio 311 do Os Sócios, Bruno e Malu Perini recebem Raimundo Godoy, presidente executivo e cofundador do Instituto Áquila, para uma conversa sobre gestão, liderança e o futuro dos negócios no Brasil. Godoy defende que três coisas não mudam na gestão: os princípios da qualidade total (entregar o melhor produto a um preço que remunera o capital empregado), a necessidade de enfrentar e resolver problemas e a noção de que sucesso e fracasso são temporários, mas o trabalho é contínuo. Ele destaca o 'ritual de gestão' — reuniões mensais (com rotinas semanais) em que cada gestor leva um relatório de uma página para discutir não o problema, mas as ações — como o momento nobre da empresa, sem o qual nenhuma peça orçamentária vira realidade. O consultor aponta os dois erros mais letais do empreendedor brasileiro: não fazer gestão orçamentária (não saber nem o que é um DRE) e não saber proteger a carteira de clientes. Cita o estudo da Harvard Business Review de 2008 segundo o qual 90% das estratégias fracassam na implementação, porque a rotina compete com a melhoria, e explica os '3Ds' que destroem um sistema de gestão: disfunção, desconexão e desperdício — aos quais o empreendedor acrescenta a desilusão e, por fim, a demissão. Sobre sociedades, introduz o conceito de 'afeto societário' (herdado do Império Romano): montar empresa pelo prazer de estar junto e pela busca da excelência, nunca só para ganhar dinheiro, com regras de entrada e de saída definidas antes para evitar o confronto judicial, onde 'todos perdem'. Na parte final, Godoy conta como descobriu que 'a excelência vem do setor público' e criou o Índice de Gestão Municipal Áquila (IGMA), base do prêmio Band Cidades Excelentes, com pilares que partem da governança com eficiência fiscal e transparência. Discute os gargalos do Brasil — custo de capital, insegurança jurídica, produtividade estagnada desde os anos 80, uma Constituição cheia de desconexões — e fala sobre empresa familiar e sucessão: filho na empresa sim, mas sem privilégios e em processos essenciais, nunca em processos de suporte ou no conselho.
“O sucesso e o fracasso são temporários. O trabalho é contínuo.”
“Somente é grande quem um dia foi pequeno.”
“As pessoas olham os benefícios, mas esquecem do que estão perdendo por não fazer isso.”
“Se você montar um negócio para ganhar dinheiro, dificilmente você vai ganhar. Mas se você montar um negócio com princípios sólidos para prestar um serviço de excelência e respeitar o seu sócio, o seu cliente, o negócio prospera.”
“Vamos evitar um confronto judicial, porque todos perdem. A questão é quem perde mais.”
“A excelência não é um objetivo, é um hábito.”