
#22723 de janeiro de 2025 · 1h49min
Murilo Freiberger — Sócio e membro da equipe de análise da Dahlia Capital, com mais de 20 anos de experiência, cobre tecnologia e semicondutores nos EUA
Felipe Hirai — Sócio e codiretor de investimentos da Dahlia Capital, mais de 25 anos de mercado financeiro, estrategista de ações e analista de mineração, siderurgia e papel e celulose
3 livros, na ordem em que aparecem na conversa.
A Arte da Negociação
citado por Bruno Perini
1:11:11Por Que Queremos Que Você Fique Rico
citado por Bruno Perini
1:11:19O Caminho da Servidão
citado por Murilo Freiberger
1:12:09Um ativo barato não é necessariamente um bom investimento no curto prazo — o que determina retorno é o contexto macro e o crescimento, não apenas o múltiplo de entrada.
Defina hoje um percentual-alvo do seu patrimônio para investimentos no exterior e comece a migrar gradualmente para esse alvo, em vez de esperar o 'momento ideal' de câmbio ou valuation.
Bruno e Malu Perini recebem Murilo Freiberger e Felipe Hirai, da Dahlia Capital, para discutir onde investir em 2025. O episódio começa com um diagnóstico do cenário brasileiro: desequilíbrio fiscal, juros caminhando para 15-16%, inflação pressionada e forte dependência do cenário externo — cerca de 80% da variação dos ativos brasileiros é explicada pelo exterior. Os convidados defendem que o Brasil tem conserto estrutural, mas que o ano será desafiador e que 'estar barato' não é motivo suficiente para comprar um ativo. A conversa avança para o exterior, com uma análise detalhada do mercado americano: múltiplos acima da média histórica (23x lucro contra 14-18x), mas com crescimento de lucros excepcional (as 'Sete Magníficas' cresceram 44% em 2024) e empresas com caixa líquido, diferente da bolha das pontocom. Os gestores explicam que o grande diferencial é a escassez de crescimento no mundo — e que os EUA seguem sendo o principal polo, com vantagens demográficas, institucionais e de atração de talentos. O episódio ainda aborda renda fixa (o perigo de vender IPCA+7 como 'no brainer' quando há ações pagando IPCA+12), fundos imobiliários e riscos tributários, ouro e Bitcoin como reservas de valor, o efeito Trump sobre o dólar e a geopolítica, e encerra com um apelo à humildade intelectual: diversificar, reduzir o viés doméstico e construir alocação internacional de forma gradual e consistente.
“Só o mercado estar barato não é um motivo para você comprar, evidentemente.”
“Uma das coisas que a gente aprendeu no ano passado foi que nem o CDI te protege. O CDI perdeu do dólar mais uma vez.”
“O mercado não ficou caro porque o múltiplo expandiu; as empresas entregaram um lucro muito maior do que se esperava que elas fossem entregar.”
“Se você está falando de uma formação de patrimônio para 5, 10 anos, é irresponsável você não ter um pedaço do patrimônio alocado no exterior.”
“O Brasil é uma das melhores geografias que tem, é que a gente faz bastante esforço para estragar.”
“A lição que fica para quem está em casa é humildade intelectual: ninguém sabe o que vai acontecer, justamente por isso tenha um portfólio diversificado, duvide das suas convicções.”