
#22326 de dezembro de 2024 · 1h53min
Sergio Sacani — Geofísico, mestre em engenharia do petróleo, doutor em geociências, divulgador científico e criador do Space Today, maior canal de astronomia do Brasil
Professor HOC — Cientista político, palestrante e criador do canal Professor HOC, maior canal de geopolítica do YouTube no Brasil, autor de 'Inteligência do Carisma'
5 livros, na ordem em que aparecem na conversa.
Prisioneiros da Geografia
citado por Bruno Perini
2:17
Inteligência do Carisma
citado por Bruno Perini
2:55Asas da Loucura
citado por Bruno Perini
52:10Os Próprios Deuses
citado por Bruno Perini
1:16:55
A Arte da Guerra
citado por Bruno Perini
1:24:09Quem dominar a órbita baixa domina o espaço, e quem dominar o espaço domina o destino da humanidade — o espaço é o último terreno elevado, e a disputa por ele já está acontecendo mesmo sem ninguém estar fisicamente lá.
Acompanhe os canais Space Today e Professor HOC e estude o conceito de astropolítica para entender como a disputa espacial vai redefinir economia, soberania e segurança nos próximos cinco anos.
No episódio 223 do Os Sócios, Bruno Perini recebe o astrônomo e divulgador científico Sergio Sacani (Space Today) e o cientista político Professor HOC para discutir a nova corrida espacial. A conversa parte da transição dos anos 60 — quando Estados Unidos e União Soviética disputavam a Lua — para o cenário atual, em que bilionários como Elon Musk e Jeff Bezos lideram a exploração privada, enquanto a China avança com um programa estatal de longo prazo. Os convidados explicam o conceito de astropolítica, as teorias geopolíticas clássicas (Mackinder, Mahan, Spykman) aplicadas ao espaço e por que o espaço é o 'High Ground' definitivo, a posição militar mais vantajosa possível. O episódio detalha a revolução do New Space: a privatização da órbita baixa pela NASA, o fim do programa dos ônibus espaciais, a ascensão da SpaceX e a queda brutal nos custos de lançamento (de 1,5 bilhão por lançamento do ônibus espacial para uma projeção de 10 milhões com o Starship). Discutem também soberania espacial, o atraso do Brasil (que teve seu programa copiado por Índia e China antes de estagnar), mineração de asteroides, energia solar espacial, direito espacial, os Acordos de Ártemis versus o bloco chinês, armas antissatélite, lixo espacial e o risco de a guerra migrar para a órbita. Por fim, exploram os planos para Lua e Marte: tubos de lava como abrigos, água lunar como combustível, geração de oxigênio a partir do CO2 marciano, o papel dos robôs Optimus na colonização e as ambições de Musk de levar 1 milhão de pessoas a Marte. Há ainda uma discussão sobre quem seria o homem mais poderoso do mundo e o lugar de Musk nesse tabuleiro.
“Hoje a gente tem um indivíduo, como eu sempre falo, que ele é a maior potência de satélites do mundo. Elon Musk, SpaceX, Starlink tem mais satélites do que todos os outros países do mundo juntos.”
“Eu não acho que colocar armas no espaço vai acabar com a guerra. O que eu acho é que nós vamos mudar a guerra de lugar.”
“Muitos países têm a lua na bandeira, poucos têm a bandeira na lua.”
“Nós estamos criando um foguete que vai falir a nossa própria empresa.”
“O espírito humano é ambicioso, ele quer superação, ele quer explorar o desconhecido, ele quer ir além. E a história da humanidade é uma história de migrações.”
“O acesso ao espaço te dá várias vantagens, inclusive vantagem pro próprio país crescer.”