
#21210 de outubro de 2024 · 1h43min
Sérgio Kendy — Engenheiro civil, co-CEO e sócio fundador da primeira unidade do The Best Açaí, eleito Forbes Under 30 em 2023
Mateus Bragatto — Engenheiro civil e co-CEO do Grupo The Best, responsável pela indústria e logística
Mateus Queiroz — Engenheiro civil e co-CEO do Grupo The Best, responsável por financeiro, tecnologia e RH
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Feitas para Vencer
Jim Collins
1:36:28Crescimento explosivo não nasce de genialidade, mas de contas simples feitas desde o primeiro dia — saber quantos clientes por dia impedem a empresa de quebrar — somadas a metas tão grandes que obrigam a reinventar a operação.
Pegue hoje o seu negócio (ou a ideia dele) e calcule no papel o ponto de equilíbrio diário: quantos clientes precisam entrar e quanto cada um precisa gastar para você não ter prejuízo — e compare com o fluxo real do seu ponto.
No episódio 212 do Os Sócios, Bruno e Malu Perini recebem Sérgio Kendy, Mateus Bragatto e Mateus Queiroz, os três engenheiros civis fundadores do Grupo The Best Açaí. Eles contam como, ainda no último ano de faculdade em Londrina, montaram a primeira loja em novembro de 2017 com cerca de R$ 16 mil juntados a duras penas — R$ 3.500 de venda de amendoim, R$ 5.000 emprestados de uma tia e um limite inesperado de R$ 3.000 no cartão de crédito do Nubank. Freezer da OLX, geladeira usada, caixote de feira como decoração e a mãe de um deles como fiadora de tudo. A conversa detalha a lógica por trás do crescimento: a conta simples de quanto precisava vender para não quebrar (20 pessoas gastando R$ 2 por dia), a decisão de cobrar royalty fixo e baixo (hoje R$ 450) e monetizar pela indústria própria, a verticalização com fábrica de 12 mil m² e cerca de 50 caminhões, e a estratégia de abrir loja própria na capital para gerar franquias nas cidades vizinhas. Eles relatam também a fase caótica em que uma fábrica dimensionada para 35 lojas atendia 125, quando rezavam para chover para não vender demais, e o roubo de R$ 90 mil em fios resolvido com antecipação de pedidos dos franqueados. Hoje são 501 lojas inauguradas, 718 vendidas, mais de 2.500 colaboradores e projeção de faturamento de R$ 777 milhões em 2024, com início de internacionalização pelo Paraguai. Os sócios falam de divisão de responsabilidades (cada unidade de negócio com "um pai da criança"), reunião semanal de sócios, cultura como "gestor invisível", metas com três níveis (incluindo a supermeta de 500 lojas que acabou virando 306 unidades vendidas em um ano) e a importância de contratar gente mais competente, como executivos vindos da Coca-Cola para a indústria.
“Tem que entrar 20 pessoas por dia e gastar R$ 2. Se isso acontecer, a gente não vai ter prejuízo, o negócio não vai quebrar.”
“É bom a gente se envergonhar do início, significa que evoluiu.”
“A gente rezava para chover, porque se tivesse calor a gente não tinha produto para entregar.”
“A cultura hoje é meio que o nosso gestor invisível lá dentro.”
“A empresa tem dinheiro, mas o CPF tá sempre pobre.”
“Se alguém inaugurar uma loja do The Best e não tiver fila na inauguração, a gente devolve a taxa de franquia de volta.”