
#27120 de novembro de 2025 · 1h36min
Ernesto Reis — Veterano das Forças Especiais do Brasil, primeiro lugar nos cursos de comandos e forças especiais, especialista em guerra na selva, paraquedismo, mergulho e sniper; após 18 anos de exército, fundou o projeto Pense como Forças Especiais
Emmanuel Pinheiro — Veterano das Forças Especiais, formado pela AMAN na turma de 2010, passou pelos cursos de comandos e forças especiais e hoje compartilha lições de liderança, disciplina e mentalidade
6 livros, na ordem em que aparecem na conversa.
Homens ou Fogo
citado por Emmanuel Pinheiro
47:00A Guerra do Fim do Mundo
citado por Bruno Perini
50:43
Os Sertões
citado por Bruno Perini
50:53Os Sete Pilares da Sabedoria
citado por Emmanuel Pinheiro
53:48
A Lógica do Cisne Negro
citado por Bruno Perini
1:08:52Antifrágil
citado por Bruno Perini
1:08:54Fracassar em algum momento é inevitável, mas desistir é imperdóavel — e na hora da pressão você não sobe ao nível das suas ambições, você cai ao nível do básico que treinou todos os dias.
Escolha uma tarefa que te dá medo ou ansiedade e pratique visualização tática antes dela: imagine em detalhes o ambiente, as pessoas, as suas reações e o resultado — a mesma técnica usada nas Forças Especiais para reduzir o efeito do ineditismo sobre o cérebro.
Bruno e Malu Perini recebem Ernesto Reis e Emmanuel Pinheiro, veteranos das Forças Especiais do Exército Brasileiro e colegas de turma de Bruno na AMAN (2010). A conversa começa explicando a diferença entre operações especiais e forças especiais, a história dos comandos na Segunda Guerra Mundial e o que caracteriza a guerra irregular — em que a missão é conquistar 'corações e mentes' da população. Os convidados relatam experiências extremas: sete dias sem comida na sobrevivência do Curso de Guerra na Selva, uma semana de restrição progressiva de água no teste de reação e liderança do curso de Comandos (incluindo o episódio em que Ernesto fingiu um desmaio em três tempos e foi flagrado pelo instrutor), e o curso de Forças Especiais, que 'não tem gabarito' — o instrutor entrega uma missão complexa e diz apenas 'nos vemos lá'. Discutem a técnica de inoculação do estresse, a visualização tática, o ensino por competência e o peso decisivo do ambiente na formação do destino (dos cinco que foram para Manaus, quatro viraram forças especiais). Na segunda metade, Ernesto conta como conheceu a esposa americana numa missão no Fort Bragg, pediu demissão após 18 anos como major e criou com Emmanuel o projeto 'Pense como Forças Especiais'. Falam sobre liderança de times de alta performance, a diferença entre o militar 'águia' e o 'pombo-correio', a síndrome da pessoa boazinha, a importância de fazer o básico bem feito e a lição de jamais sentir pena de si mesmo.
“Fracassar em algum momento da nossa vida é inevitável, mas desistir é imperdoável.”
“Os comandos e forças especiais são os executores do básico bem feito. Muita gente sonha com extraordinário, com excepcional, e às vezes não faz nem o comum.”
“Cada um se comportou exatamente como se comporta no dia a dia. O cara que decide no dia a dia, decidiu em combate.”
“Tem gente que precisa de ambiente, outras pessoas precisam de um Emanuel.”
“A gente cresce confundindo afeto com aprovação. A gente fica dizendo sim até o dia em que a gente diz não, e aí as pessoas veem que a nossa bondade não era admirada, ela era conveniente.”
“Eu nunca vi um animal selvagem sentir pena de si mesmo.”