
#19413 de junho de 2024 · 1h47min
Cris Junqueira — Cofundadora do Nubank, engenheira pela USP com MBA pela Northwestern, esposa de Rubens e mãe de três filhas com a quarta a caminho
Rubens Pereira — Engenheiro eletrônico pelo ITA com MBA pelo MIT, executivo de multinacionais nos setores de alimentos e materiais, marido de Cris Junqueira e pai de cinco
2 livros, na ordem em que aparecem na conversa.

As Cinco Linguagens do Amor
citado por Bruno Perini
34:42
Eneida
citado por Bruno Perini
1:27:40Amor não é sentimento nem borboletas no estômago: é uma decisão que se toma todos os dias de servir e renunciar pelo outro — e quem entra no casamento esperando facilidade desiste exatamente quando a parte difícil chega.
Descubra qual é a linguagem do amor do seu parceiro (atos de serviço, tempo de qualidade, presentes, toque físico ou palavras de afirmação) e pratique hoje a dele — não a sua.
Em edição especial do Dia dos Namorados, Bruno e Malu Perini recebem o casal Cristina Junqueira, cofundadora do Nubank, e Rubens Pereira, engenheiro do ITA com MBA no MIT e executivo de multinacionais. Eles contam como se conheceram em 2005 num happy hour de ex-funcionários da consultoria onde ambos trabalharam, o namoro rápido, o casamento marcado durante o MBA de Cris nos EUA (com idas e vindas quinzenais entre Brasil e Chicago) e os perrengues iniciais: apartamento com colchão inflável, banquinhos de plástico e geladeira velha. O centro da conversa é a tese de que amor não é sentimento, e sim decisão diária e conjunto de ações. Cris elenca as 'cascas de banana' mais comuns: achar que basta amar, achar que com a pessoa certa tudo será fácil e, principalmente, depositar no outro a responsabilidade pela própria felicidade. O casal discute alinhamento de valores, conflito como ferramenta (citando Jordan Peterson), as cinco linguagens do amor, e a pesquisa segundo a qual os casais mais felizes não são os que resolveram seus problemas, mas os que aprenderam a conviver com eles. Na segunda metade, falam de maternidade e carreira — Cris engravidou da primeira filha no começo do Nubank, trabalhando em banquinho de plástico na 'casinha' —, da decisão de ter quatro filhos, de rituais de família e rotina (academia às 6h, café da manhã, Carol Kitchen com violão), do desafio de transmitir o valor do trabalho a filhos que não passarão por privações, de por que nunca quiseram trabalhar juntos e, ao final, de declarações emocionadas um ao outro.
“Com quem você casa é a decisão mais importante da sua vida, disparado.”
“As pessoas entram no casamento achando que o objetivo do casamento é que a outra pessoa te faça feliz. Essa é uma das expectativas mais cruéis na vida.”
“Amar é um conjunto de ações que você decide fazer por alguém, e não é aquele sentimento que ah meu Deus.”
“A gente tem que escolher o parceiro pelo defeito que você consegue suportar.”
“Uma das coisas mais lindas que as minhas filhas fizeram por mim foi me salvar do meu próprio egoísmo.”
“Todos nós vamos ter quatro, cinco casamentos na nossa vida, só que para alguns de nós vai ser com a mesma pessoa.”
“Tenho a sensação de que os nossos melhores dias ainda estão por vir.”