
#17317 de janeiro de 2024 · 2h13min
Fabio Fares — Com mais de 25 anos de mercado financeiro, ex-broker institucional, especialista em macroeconomia e investimento no exterior, professor do Viver de Renda no Exterior
Clara Sodré — Analista de fundos de investimento da XP, apresentadora do podcast Outliers e criadora de conteúdo sobre educação financeira e diversidade
Guilherme Cadonhotto — Sócio do Grupo Primo, especialista em renda fixa e estrategista da Fin Class, economista pela FGV, host do podcast Os Economistas
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Gestores de Fortunas
citado por Guilherme Cadonhotto
1:47:48O maior risco não é entrar na hora errada, é ficar de fora: ninguém acerta o timing, mas quem se mantém investido e diversificado surfa a maré de queda de juros quando ela vier.
Revise hoje sua carteira para garantir três coisas: exposição internacional via ETF (em vez de stock picking lá fora), uma parcela em pós-fixado e ativos de proteção (dólar, ouro, treasuries) como 'seguro', e nenhuma posição grande o bastante para gerar risco de ruína se for a zero.
No episódio 173 do Os Sócios Podcast, Bruno e Malu Perini recebem Clara Sodré (XP), Guilherme Cadonhotto (Grupo Primo/Fin Class) e Fabio Fares para discutir onde investir em 2024. Os três convidados se declaram otimistas, mas com cautela: o principal driver dos ativos de risco é a trajetória de juros, que começou a cair no Brasil em agosto de 2023 e deve começar a cair nos EUA ao longo de 2024. O grupo ressalta que não se deve tentar acertar o timing do mercado, já que os efeitos do corte de juros levam de 6 a 9 meses para aparecer na economia e até um ano e meio para serem totalmente incorporados nos resultados das empresas e nos modelos dos analistas. A conversa passa pelo cenário americano (discussão sobre o Fed cortar ou não em março, a tese de um 'Fed político' em ano eleitoral, a concentração do S&P 500 nas 'sete magníficas'), pelos riscos geopolíticos (Irã, China e Taiwan, desglobalização) e pelo Bitcoin — com Bruno Perini explicando por que 85% do seu patrimônio investido em mercado financeiro está em Bitcoin e por que isso não representa risco de ruína na vida dele. Há consenso de que, lá fora, a pessoa física deve investir via ETFs, e que a gestão ativa faz mais sentido no Brasil, onde há menos competição e informação pior processada. Na parte brasileira, a XP projeta Ibovespa a 145 mil pontos e Selic em 9,5% ao fim de 2024, com destaque para setores sensíveis a juros (varejo, construção civil, instituições financeiras, saúde, small caps) e para fundos imobiliários — especialmente shoppings, fundos de fundos com duplo desconto e renda urbana. O desafio fiscal brasileiro é apontado como risco estrutural, mas que provavelmente só 'desaguará' mais adiante.
“Quando o juros está baixo o sonho é infinito; quando os juros sobem, o seu sonho fica um pouquinho mais caro.”
“Eu não preciso achar agulha no palheiro nos Estados Unidos, eu levo o palheiro para casa. A agulha vai estar lá.”
“O risco de ruína você nunca pode correr, porque não tem upside nenhum. Você pode ter 60% do seu patrimônio em Bitcoin, pode colocar tudo em day trade, desde que, se aquilo virar zero, a sua vida continue igual.”
“Se essa posição de Bitcoin fosse a zero, não mudaria absolutamente nada na minha vida.”
“Comprado ou vendido, mantenha-se investido e diversificado.”
“Nada sobe sem cair e nada cai sem subir. Pode buscar qualquer gráfico de qualquer ativo, é sempre assim.”