
#24101 de maio de 2025 · 1h52min
Guilherme Freire — Professor e mestre em filosofia, ex-secretário nacional da juventude e sócio-fundador do Em Busca da Verdade e do Filosofia do Zero
3 livros, na ordem em que aparecem na conversa.
As gerações não mudam por acaso: quem investe cedo em coisas perenes — formação física, intelectual, espiritual e familiar — colhe retornos insanos, enquanto quem aposta na moda do momento perde patrimônio e tempo.
Escolha hoje um 'ativo perene' para começar a construir — leitura consistente, treino físico ou um compromisso familiar — e trate-o como investimento de 30 anos, não como moda passageira.
Neste episódio 241 do Os Sócios, Bruno e Malu Perini recebem novamente o professor e mestre em filosofia Guilherme Freire para discutir o conceito de gerações e a crise geracional contemporânea. A conversa parte da definição sociológica de geração — pessoas marcadas por experiências comuns de época, tecnologia e cultura pop — e percorre da geração silenciosa aos Boomers, X, Millennials, Z e Alfa, mostrando como cada uma foi moldada por fatores como inflação, redemocratização, revolução sexual, divórcio, escolarização em massa e exposição a telas. Guilherme argumenta que a geração Millennial foi a grande beneficiada da transição tecnológica (teve tecnologia na fase certa, sem perder a infância analógica), enquanto a geração Z sofre com hiperexposição a telas, déficit de atenção, educação positiva permissiva, abandono paterno (cerca de 50% das crianças crescem sem pai) e dificuldade de entrar no mercado de trabalho. Ele também analisa a polarização política por sexo — homens jovens migrando à direita, mulheres mais à esquerda — ligando o fenômeno ao adiamento do casamento, da maternidade e do assumir responsabilidades. Na parte final, o convidado faz previsões: a desigualdade dentro de cada geração vai explodir, criando um abismo entre o 'super zoomer' (que lê, treina, investe cedo) e quem apenas consome conteúdo passivamente. Ele defende investir cedo em bens perenes — formação física, intelectual, espiritual, família e cultura de trabalho — e encerra com uma reflexão sobre análise de risco versus mentalidade empreendedora, lembrando que o empreendedor avalia o risco a partir do que depende dele mesmo.
“O jovem tem que acabar. E que bom que acaba, né? Porque a gente envelhece no final das contas.”
“A geração millennial eu vi ela enrolar dos 20 aos 30 e muitas pessoas só começaram a amadurecer nos 30.”
“Tudo que você pode facilmente consultar, você tende a facilmente esquecer, porque está em outro canto.”
“Quanto mais responsabilidade você assume, mais você tende para a direita.”
“Na cabeça do meu pai, o risco era 100%; na minha cabeça o risco era zero, no sentido de que depende de mim.”
“Quem investir em formação física, formação intelectual, valores espirituais, família, cultura de trabalho cedo, vai ver retorno insano.”