
#28812 de março de 2026 · 2h31min
Hindemburg Melão Jr. — Pesquisador em inteligência artificial, psicometria, ciência cognitiva, lógica, matemática, física e filosofia da ciência, reconhecido por ter um dos maiores QIs do Brasil e do mundo; fundador da Sigma Society e cofundador da Immortal Society.
7 livros, na ordem em que aparecem na conversa.
Armas, Germes e Aço
citado por Bruno Perini
30:43
Human Accomplishment
citado por Hindemburg Melão Jr.
40:18Diálogo sobre os Dois Máximos Sistemas do Mundo
citado por Hindemburg Melão Jr.
59:16
A Era das Máquinas Espirituais
citado por Bruno Perini
1:21:44A Última Pergunta
citado por Hindemburg Melão Jr.
1:30:58
Cosmos
citado por Hindemburg Melão Jr.
1:48:06A Curva do Sino
citado por Hindemburg Melão Jr.
2:14:10Inteligência não é algo que se possa definir ou medir integralmente — acima de certo ponto os testes deixam de medir inteligência e passam a medir velocidade em tarefas triviais; o que resta é inferir o significado por exemplos de conduta inteligente.
Reveja o que você está aprendendo por obrigação e redirecione seu tempo para uma habilidade que você realmente usará e gosta — em vez de memorizar conteúdo que você esquecerá, como acontece com 95% do que se ensina antes da universidade.
Bruno e Malu Perini recebem Hindemburg Melão Jr., pesquisador considerado um dos maiores QIs do Brasil e do mundo, para uma conversa que atravessa psicometria, inteligência artificial, cosmologia, religião e longevidade. Hindemburg explica por que os testes de QI tradicionais perdem validade acima de 130-135, como são feitas estimativas de QI de figuras históricas e por que os dados de Richard Lynn sobre o QI médio do Brasil (83-87) são distorcidos — segundo seus próprios cálculos baseados no PISA, o número correto seria em torno de 97. O convidado critica o modelo educacional brasileiro, que chama de 'adestramento' e 'teatro', defendendo que 95% do conteúdo escolar antes da universidade é desperdiçado e que as pessoas deveriam ser direcionadas por aptidão e interesse. Discute também o significado de inteligência — argumentando que não é possível defini-la nem conceituá-la, apenas assimilá-la por exemplos paradigmáticos — e rebate as teorias de inteligências múltiplas de Gardner e de inteligência emocional de Goleman. Na segunda metade, aprofunda-se em temas metafísicos: Hindenburg apresenta sua própria tentativa de demonstração da existência de Deus a partir de uma definição (entidade capaz de criar universos) e três postulados, comparando-a com as provas de Santo Anselmo, Santo Tomás e Gödel. Fala ainda de vida extraterrestre, equação de Drake, matéria escura, risco de extinção da humanidade, geopolítica (Trump, Putin, Xi) e o projeto Turritopsis de longevidade, defendendo que o caminho para derrotar o envelhecimento passa por IAs capazes de resolver problemas inéditos, como o AlphaZero fez no xadrez.
“Os testes de QI tradicionais medem aproximadamente até 130, 135. Elas continuam medindo, mas só que aquilo que elas medem não é mais a inteligência.”
“O fato de avisar 'vai ter prova semana que vem' significa dizer: você tem que fingir que memorizou isso para tirar nota nessa prova e depois pode esquecer. Porque se a pessoa tivesse aprendido, não precisaria avisar.”
“Para a inteligência não dá para fazer nenhuma das duas coisas, nem a definição, nem a conceituação.”
“Mesmo que a pessoa não acredite na existência de Deus, ela precisa compreender que se a maioria das pessoas acredita que existe um Deus que está o tempo todo monitorando as ações dela, ela vai evitar roubar, vai evitar matar.”
“Em 9 horas de treinamento, o AlphaZero ultrapassou em muito os melhores jogadores do mundo e o conhecimento acumulado de 500 anos.”
“Todas as pessoas morrem de velhice no fim das contas. A causa verdadeira da morte é a velhice.”