
#27304 de dezembro de 2025 · 1h38min
Guilherme Cadonhotto — Sócio do Grupo Primo, especialista em renda fixa e estrategista da Finclass, economista pela FGV e host do podcast Os Economistas
Alexandre Cabral — Economista formado pela UFRJ, especialista no mercado financeiro e professor de derivativos na B3 desde 2002
2 livros, na ordem em que aparecem na conversa.
A Loja de Tudo
citado por Bruno Perini
1:11:27Gestores de Fortunas
citado por Guilherme Cadonhotto
1:14:56O que muda patrimônio não é acertar o cenário, é encontrar apostas assimétricas: posições em que o erro custa pouco e o acerto paga muito — hoje, segundo os convidados, isso está no Tesouro IPCA+ de longo prazo.
Avalie hoje a taxa do Tesouro IPCA+ de longo prazo (como o Renda+ 2065) e simule os dois extremos: quanto você perderia em 3 anos se a taxa subir para IPCA+8,5% e quanto ganharia se ela voltar à média histórica de IPCA+5,5% — e decida sua alocação a partir dessa assimetria, não de palpite eleitoral.
No episódio 273 do Os Sócios, Bruno e Malu Perini recebem Guilherme Cadonhotto e Alexandre Cabral para discutir onde investir em 2026. A conversa começa com um balanço de 2025: um ano que surpreendeu positivamente justamente porque as expectativas no fim de 2024 eram péssimas — dólar a R$ 6,30, risco fiscal explosivo e inflação implícita perto de 8%. A valorização do real (para a casa de R$ 5,30), um cenário internacional mais favorável a emergentes e a postura dura do Banco Central de Galípolo explicam boa parte do rali da bolsa e da renda fixa. Os convidados debatem a meta de inflação de 3%, a curva de juros invertida, o impacto inflacionário da isenção de IR até R$ 5.000 no verão e a 'bomba fiscal' do ônibus gratuito (estimada em R$ 40 bilhões/ano). No campo político, ambos apostam que Lula será candidato (95% a quase 100% de chance) e apontam março como marco de volatilidade, sugerindo Banco do Brasil como termômetro eleitoral. No cenário externo, alertam que o S&P 500 está caro demais — com preço/lucro atual, o retorno esperado em 10 anos ficaria entre +2% e -2% em dólar — e que a barreira de entrada em IA se mostrou menor do que se imaginava, ameaçando até a Nvidia. A tese central é a assimetria do Tesouro IPCA+ de longo prazo: com taxas acima de 7%, o cenário ruim custa pouco (perda limitada em 3 anos) e o cenário bom pode triplicar o patrimônio. Fecham falando de Bitcoin (ETF vs autocustódia, venda de calls) e de por que, na visão de Cabral, ETF de renda fixa não vinga no Brasil por falta de previsibilidade.
“Como eu sempre consigo prever as coisas ruins, tudo que me acontece é uma surpresa positiva.”
“O remédio para você combater a inflação agora, a dose é muito menor do que se eu deixar ela correr para tentar combater lá na frente.”
“O que a galera não consegue replicar é a confiança que os clientes têm em você. Isso é irreplicável.”
“Esperei os últimos 10 anos ter uma oportunidade tão relevante quanto a que eu tive no final de 2015, com mais dinheiro. Não vou deixar passar.”
“O risco para a pessoa física é previsibilidade e para o institucional é vol.”
“Minha maior posição individual hoje é o Renda+ Tarcísio. É meu maior ativo.”