
#25003 de julho de 2025 · 2h15min
Danilo Gato — Professor convidado de inteligência artificial generativa na FGV, consultor de IA aplicada a negócios, fundador da comunidade Profissionais do Futuro e criador do podcast Papo de IA
Alexander Barros — CEO e cofundador da ChatVolt, desenvolve agentes autônomos de IA para operações empresariais, MBA executivo pela INPG Business School e professor convidado de IA na FGV
3 livros, na ordem em que aparecem na conversa.
Superinteligência
citado por Bruno Perini
29:46Attention is All You Need
citado por Danilo Gato
32:18Apaixone-se pelo Problema, Não pela Solução
citado por Alexander Barros
2:09:15Você não vai perder o emprego para uma IA — você vai perder o emprego para uma pessoa que sabe usar IA; e a defesa é acompanhar de perto, porque a tecnologia dobra de capacidade a cada seis meses enquanto o ser humano tem uma inércia ridiculamente forte.
Liste hoje as tarefas mais repetitivas do seu negócio (ou do seu dia) e escolha a que mais consome tempo ou gera perda de venda; depois leve esse problema bruto — não a sua solução — para uma IA como o ChatGPT e peça as alternativas existentes antes de tentar construir algo do zero.
No episódio 250 do Os Sócios, Bruno Perini e Malu Perini recebem Danilo Gato e Alexander Barros para discutir como aplicar inteligência artificial nos negócios e lucrar com ela. Os convidados defendem que a IA generativa não é modinha como NFT ou metaverso, porque já tem lastro em resultado mensurável: empresas que implementam agentes de IA aumentam vendas, atendem 24 horas por dia e reduzem custos de forma imediata. Eles comparam a IA à energia elétrica — uma tecnologia que vai estar presente em tudo e cuja resistência inicial é apenas o ciclo natural de adoção humana. A conversa percorre a diferença entre IA clássica (preditiva) e IA generativa, o paper Attention is All You Need que originou a arquitetura Transformer, e o conceito de agentes de IA — sistemas autônomos que raciocinam, se conectam a outros sistemas via API e agem. São apresentados cases concretos: um resort de luxo que fez 450 atendimentos e vendeu R$ 200 mil em um dia, clínicas odontológicas que aumentaram faturamento em 30% com atendimento por áudio, a Reserva que cortou 50% do custo de ensaios fotográficos gerando crianças com IA ao redor de roupas reais, e uma IA no WhatsApp para diabéticos com 40 mil usuários incubada no InovaHC. O episódio também aborda vibe coding (programar descrevendo em linguagem natural), o impacto no mercado de trabalho, o papel crucial do RH e da cultura na implementação, a guerra entre OpenAI, Google, xAI e as chinesas, o atraso da Apple, e termina com a dica prática de levar o problema bruto para a IA em vez de já chegar com a solução pronta.
“Esses comentários de hype de IA é mais ou menos o cara no começo do século XX falando: eu odeio esse hype de energia elétrica.”
“Você não vai perder um emprego para uma IA, você vai perder o emprego para uma pessoa que sabe usar.”
“Cultura é muito difícil porque o ser humano tem uma inércia ridiculamente forte. Ele não quer aprender novos hábitos. Usar IA é um novo hábito. Se fosse fácil, todo mundo parava de fumar e era magro.”
“Custo é igual unha, tem que cortar todo dia, senão você perde o controle.”
“Não leve a tua solução, leve o problema primeiro bruto para ela. Aí vê a solução dela, aí se não for boa, aí você usa a sua.”
“No mundo da IA generativa, um mês tem quatro dias.”