
#29209 de abril de 2026 · 2h18min
Duda Vieira — Empreendedora digital desde 2018, especialista em marketing de conteúdo, posicionamento de marca e construção de comunidade; tem mais de 50 mil alunas e lidera a maior comunidade feminina de marketing do Brasil.
Isabela Matte — Empreendedora que começou com a marca de roupas Isabela Matte e migrou para a área educacional, hoje focada em produtos high ticket.
Luan Assis — Sócio e marido de Isabela Matte, responsável pela parte de inteligência artificial e operação do negócio voltado a produtos high ticket.
Toque no livro pra ver o que foi dito, ou no minuto pra ouvir.
Empresa Rica, Dono Pobre
citado por Isabela Matte
2:15:08Com a IA transformando a execução em commodity, o diferencial deixou de ser conseguir criar e passou a ser criar algo que só você conseguiria criar — identidade e autenticidade viraram o ativo mais escasso do marketing.
Escolha uma característica real sua — da sua história, personalidade ou negócio — e reescreva seu próximo conteúdo exagerando esse traço à décima potência, em vez de replicar um formato ou prompt que já está pasteurizado no mercado.
Bruno e Malu Perini recebem Duda Vieira, Isabela Matte e Luan Assis para discutir o que mudou no marketing digital e o que esperar de 2026. O debate começa pela inteligência artificial: todos concordam que a IA transformou a criação de conteúdo em commodity e que, por isso, o diferencial migrou para identidade, autenticidade e 'alma' no conteúdo. Luan, que criou agentes de IA usados por dezenas de milhares de pessoas, relata que percebeu a ferramenta tirando a capacidade de aprendizado dos alunos e passou a restringir seu uso em certas fases. O grupo também discute se a IA reduziu times — na prática, não: Duda tem 36 pessoas, Isabela e Luan mantêm um time enxuto de 12 por escolha de modelo de negócio. A conversa avança para posicionamento e plataformas. Duda defende que hoje é preciso pegar uma característica autêntica e 'elevá-la à décima potência', sem mornidão, e aponta a construção de comunidade e eventos offline como seu maior acerto. Discutem TikTok (rede de interesse e busca, com TikTok Shop e live shop como futuro do varejo), Instagram (rede de conversão), YouTube (mais difícil, mais rentável no longo prazo) e Substack (newsletter paga, pouco explorada no Brasil). Bruno mostra dados reais de audiência por gênero e todos debatem por que podcasts diários têm público majoritariamente masculino. No fim, o bloco mais prático: tráfego pago x orgânico. Isabela e Luan colocaram 100 pessoas numa mentoria high ticket sem gastar R$ 1 em tráfego, argumentando que o tráfego 'deixa preguiçoso' e esconde falhas de produto e prospecção. Bruno conta que fez um lançamento com zero tráfego e faturou o mesmo. Cada convidado responde como começaria hoje do zero: Luan iria para SaaS nichado com IA, Isabela faria volume absurdo de conteúdo de rotina monetizando com links de afiliados (Shopee/Mercado Livre), e Duda faria TikTok Shop/UGC no curto prazo e um produto high ticket para poucas pessoas. Encerram alertando sobre a armadilha de elevar o padrão de vida rápido demais.
“O diferencial não tá mais em quem consegue criar, quem consegue fazer. Difícil é fazer isso de um jeito que só você faça.”
“Daqui a pouco a minha IA tá criando conteúdo para sua IA consumir. Vai estar um monte de IA consumindo conteúdo e produzindo conteúdo, mas não tem alma.”
“Se você não consegue escrever 10 roteiros hoje, não escreva 20 com a IA, porque senão vai ficar tudo uma merda.”
“Não basta mais você ser de direita, por exemplo. Você tem que ser o cara de direita e inflamar esse ponto da sua história. Não pode ser morno mais.”
“A gente botou 100 pessoas dentro do Sparks sem usar R$ 1 de tráfego pago, porque a gente queria ativar o modo caçador.”
“A marca para mim sempre vem acima de tudo. Ah, mas tem dinheiro na mesa. Você vai prejudicar minha marca, eu nunca vou fazer.”
“A gente cometeu o erro no começo de deixar a gente muito caro, a nossa qualidade de vida muito cara. A pressão ficou muito alta e você toma decisões que não seriam as melhores.”