
#27227 de novembro de 2025 · 1h42min
Felipe Sant'Ana — Cofundador da Paradigma, primeira empresa brasileira de research 100% focada em cripto, coprodutor do primeiro documentário sobre a rede Ethereum e professor na Nova Cripto
Lucas Amendola — Fundador do DeFi Verse, uma das maiores plataformas educacionais sobre DeFi do Brasil, e criador do canal Investidor 4.20
3 livros, na ordem em que aparecem na conversa.
Os ciclos de quatro anos do Bitcoin seguem funcionando como profecia autorrealizável — o topo veio 535 dias após o halving, quase idêntico aos 528 e 527 dias dos ciclos anteriores — mas as mudanças estruturais (excesso de oferta de altcoins, concentração institucional e risco quântico) exigem que o investidor pare de buscar a alt season e concentre risco onde há convicção: Bitcoin e caixa rendendo.
Defina sua alocação-alvo em Bitcoin e, se ainda não a atingiu, programe um aporte fixo em um dia específico do mês (ex: dia 3) com um percentual da renda que não afete seu custo de vida — e dobre esse aporte se o MVRV cair abaixo de 1 (Bitcoin abaixo de ~US$56 mil). Enquanto isso, coloque o caixa para render em stablecoins.
Bruno Perini recebe Felipe Sant'Ana (Paradigma) e Lucas Amendola (DeFi Verse) para analisar a queda de mais de 30% do Bitcoin, que saiu da máxima de US$126 mil em outubro para a faixa dos US$80-91 mil. Os convidados apontam uma combinação de fatores: frustração com o corte de juros americano, retirada de liquidez após o shutdown, venda de long term holders, saída de ETFs e desalavancagem do mercado. Felipe destaca que, se esse foi o topo, ele ocorreu 535 dias após o halving — praticamente idêntico aos ciclos anteriores (528 e 527 dias), reforçando o caráter de profecia autorrealizável dos ciclos quadrienais. A conversa avança para mudanças estruturais: não houve alt season por excesso de oferta (mais de 30 milhões de moedas), a dominância do Bitcoin segue subindo e, segundo Felipe, 'o Ethereum morreu' em termos de liderança. Dois antigos FUDs ganharam substância: a concentração de bitcoins em poucas mãos americanas (ETFs, Saylor, governo) e a computação quântica — com papers do Google, prazos do NIST e financiamento da DARPA empurrando a chegada de um computador capaz de quebrar criptografia de curva elíptica para 2030-2035. Cerca de 1/3 dos bitcoins estariam vulneráveis, algo como US$600 bilhões em prêmio. Também discutem o risco das Bitcoin Treasury Companies (MicroStrategy com MNAV abaixo de 1 e US$15 bi em dívida, Sharp Link perdendo 50% em Ethereum), o crescimento explosivo das stablecoins como vetor de dominância do dólar no mundo (Tether comprando mais ouro que países inteiros, Genius Act do Trump) e os mercados preditivos como nova fonte de informação. Encerram com recomendações práticas: Bitcoin e caixa, aportes mensais, cuidado com bull traps e paciência enquanto o preço estiver abaixo da média de 50 semanas.
“O Saylor está com medo. Dá para se farejar isso no ar. E os tubarões, quando farejam sangue, eles atacam.”
“Cripto é Las Vegas no metaverso, mais do que qualquer outro mercado.”
“Entre muitas aspas, o Ethereum morreu. Não é que ele morreu, mas ele perdeu a liderança de uma forma que para mim é definitiva.”
“Stay humble, stack sats. Eu acho que é o caminho a se fazer agora, pelo menos na minha visão.”
“600 bilhões de prêmio, cara, isso justifica muito investimento de venture capital, então vai ter muito dinheiro que vai para isso.”
“Se eu fosse presidente, eu pegaria todas as moedas do Satoshi e colocaria elas num altar virtual, e deixaria elas para sempre protegidas.”
“Cada seis meses roubam um dinheiro dos velhinhos e é o Bitcoin que dá problema, né?”