
#29714 de maio de 2026 · 1h56min
Renan Santos — Cofundador do MBL, presidente e fundador do Partido Missão e pré-candidato à Presidência da República em 2026
3 livros, na ordem em que aparecem na conversa.

Livro Amarelo
citado por Renan Santos
10:16A Democracia na América
citado por Renan Santos
1:25:17
Visão do Paraíso
citado por Renan Santos
1:44:42O verdadeiro sistema que trava o Brasil não começa no STF nem no mercado financeiro: começa num prefeito de cidade de 2 mil habitantes que vive 97% de repasses da União, e sobe até os deputados do centrão que vendem voto em Brasília.
Pare de avaliar candidatos por promessas imediatas e pergunte qual o modelo de país que ele quer daqui a 30 anos — e cobre indicadores objetivos de desempenho dos políticos do seu município, não obras com faixa.
Renan Santos, fundador e presidente do Partido Missão e pré-candidato à Presidência em 2026, estreia nos Sócios para explicar o que seria a "nova direita" brasileira e por que, na visão dele, as experiências de direita populista pelo mundo (Trump, Bolsonaro, Milei, Meloni) chegaram ao poder mas fizeram governos frustrantes. Ele conta o processo de criação do partido — 800 mil assinaturas coletadas, 547 mil validadas no TSE — e defende que montar um partido do zero é um feito político maior do que ganhar uma eleição individual. O núcleo do diagnóstico dele é que o Brasil é governado não pelo mercado financeiro ou pelo grande empresariado, mas por políticos do centrão de estados pobres (Amapá, Piauí, Maranhão), que pensam no longo prazo enquanto a elite produtiva pensa no curto. A partir daí ele desenha propostas: lei de responsabilidade gerencial com KPIs obrigatórios para prefeitos, emendas parlamentares condicionadas a indicadores, mutirões de trabalho substituindo o Bolsa Família, fim da reeleição para cargos majoritários, direito penal do inimigo contra facções, estado de defesa em territórios dominados pelo crime e reinternação psiquiátrica. A conversa também passa por produtividade estagnada desde os anos 80, demografia e previdência, terras raras como atalho geopolítico, Bitcoin e marcos regulatórios tech-friendly, o escândalo do Banco Master/Daniel Vorcaro, o áudio de Flávio Bolsonaro, o voto feminino jovem e a crise do modelo democrático ocidental frente a Singapura e China.
“A nova direita surgiu como um fenômeno eleitoral, mas ela não se provou. Eles chegam ao poder, mas não conseguem governar.”
“Não é o mercado financeiro que manda no Brasil, não é o grande empresariado, não é a galera tech. Quem manda no Brasil são políticos do Maranhão, do Amapá, do Piauí.”
“O Brasil não nasceu para ser ativo americano ou ativo chinês. O Brasil nasceu para ser o Brasil.”
“Hamburgo dá tudo certo, mas é ruim. O Rio dá tudo errado, mas é bom. Então vamos tirar a parte do tudo errado.”
“Se você tá tentando defender isso, você é como as pessoas que votam no Lula, você tá tentando defender uma corrupção.”
“Existe uma coisa assim, antes de direita e esquerda, é você se levar a sério. O Brasil não se leva a sério.”