
#19230 de maio de 2024 · 1h24min
Fabio Fares — Mais de 25 anos de mercado financeiro, ex-broker institucional, especialista em macro, dólar e investimento no exterior, professor do Viver de Renda no Exterior
Felipe Spritzer — Engenheiro de formação, CEO e fundador da Portfel, consultoria de investimentos do Grupo Primo
Giovana Naya — Sócia da Portfel responsável pela área de wealth planning, advogada e professora especialista em planejamento sucessório e tributário
3 livros, na ordem em que aparecem na conversa.
A Psicologia Financeira
citado por Bruno Perini
0:22Pai Rico, Pai Pobre
citado por Bruno Perini
0:43O Ego é Seu Inimigo
citado por Fábio Fares
59:52Enriquecer no mercado financeiro é quase 100% comportamento, não técnica: basta ser um investidor médio por um tempo acima da média.
Sente hoje e monte um orçamento real dos seus gastos mensais — descubra quanto você ganha, quanto gasta e garanta que gaste menos do que ganha para começar a investir de fato.
Bruno e Malu Perini recebem Fábio Fares, Felipe Spritzer e Giovana Naya para discutir as lições do livro 'Psicologia Financeira', de Morgan Housel. A conversa começa comparando a obra com 'Pai Rico, Pai Pobre': os convidados consideram Housel mais atual, conceitual e sensato, enquanto Kiyosaki acerta na mentalidade empreendedora mas erra na parte de investimentos. Discutem a história de Ronald James Read, o faxineiro que morreu multimilionário, contraposta à do executivo de Harvard Richard Fuscone, que faliu em 2008 — prova de que enriquecer é 100% comportamental, não técnico. O grupo aprofunda o papel da sorte e do azar: sorte não se controla, mas azar se administra com gestão de risco. Fábio traz dados sobre o tempo médio de posse de uma ação (5,5 meses hoje contra 8 anos em 1950) e o estudo da Fidelity em que as melhores carteiras eram as das viúvas, que ninguém mexia. Debatem também por que habilidades para ficar rico são diferentes das de se manter rico — citando os 90% de jogadores de futebol quebrados cinco anos após a aposentadoria — e o papel do ego como maior sabotador da construção de patrimônio. Na reta final, falam de endividamento no Brasil (mais de 71 milhões de nomes sujos no Serasa), juros compostos atuando nos dois lados, a importância de escolher bons profissionais (contador, consultor financeiro) e o capítulo sobre Warren Buffett, que acumulou 81,5 dos 84,5 bilhões depois dos 65 anos. A conclusão é que o tempo — e o controle sobre ele — é a maior riqueza possível.
“Eu tenho 25 anos de mesa de operações, operei a vida inteira, tomei risco todos os dias durante 25 anos, e é 100% comportamental.”
“Não é preciso ser gênio, tem que ser um sobrevivente.”
“Eu sempre falo que se você for um investidor médio por um tempo acima da média, você fica rico.”
“A pessoa não acredita nos juros compostos da acumulação de patrimônio e usa o juro composto na aquisição de dívida.”
“Não tem nada mais triste do que uma pessoa que só tem dinheiro.”
“Lá em casa a gente tem um bordão que a gente sempre fala: é assim que o rico fica pobre.”