
#19123 de maio de 2024 · 1h40min
Felipe SantAnna — Cofundador da Paradigma Education, primeira empresa brasileira de research 100% focada em cripto, e professor do Viver de Renda Cripto
Lucas Ferreira — Cofundador da 21, organização sem fins lucrativos dedicada ao desenvolvimento open source do Bitcoin, organizador da Satsconf e membro da Lightning Labs
Guilherme Ribeiro (Guiriba) — Analista na Paradigma Education, formado em Direito e entusiasta de experimentos de governança descentralizada
4 livros, na ordem em que aparecem na conversa.
Liber Abaci
citado por Bruno Perini
42:55Princípios para Lidar com a Nova Ordem Mundial
citado por Felipe SantAnna
58:15Duna
citado por Felipe SantAnna
59:01Antifrágil
citado por Bruno Perini
1:16:38O Bitcoin é mais um consenso social do que uma tecnologia: sua sobrevivência depende de uma minoria intolerante que continua construindo, educando e defendendo a rede — por isso a oportunidade geracional ainda está na mesa, mas não é inevitável.
Defina hoje por que você quer Bitcoin — ficar rico ou ficar livre — e comece com compras recorrentes pequenas num ambiente confortável, aumentando a complexidade (corretora, carteira própria, autocustódia) conforme o capital cresce.
No episódio 191 do Os Sócios, gravado no Bitcoin Pizza Day, Bruno e Malu Perini recebem Felipe SantAnna (Paradigma Education), Lucas Ferreira (Vinteum/21) e Guilherme Ribeiro, o Guiriba (Paradigma), para relembrar o dia em que Laszlo Hanyecz pagou 10.000 bitcoins por duas pizzas — hoje cerca de US$ 700 milhões. Os convidados contextualizam que, em 2010, o Bitcoin não tinha preço de mercado, era hobby de nerds, e Laszlo havia criado a mineração por GPU, gerando até 2.000 BTC por dia, o que relativiza a fama de 'arrependido'. A conversa avança para o momento atual do ciclo: todos concordam que o varejo ainda não chegou, que a máxima histórica precisa virar suporte para a 'virada de chave' acontecer, e que os últimos meses de 2024 podem ser a última janela de desconto do ciclo. Discutem o choque cultural entre bitcoiners puristas (Lucas, que não vê valor em NFTs e memecoins no Bitcoin e trabalha no desenvolvimento open source do protocolo) e os que exploram micronarrativas, segundas camadas, memecoins e airdrops para acumular mais satoshis (Guiriba e Felipe). O episódio ainda aborda casos de uso de liberdade (ativistas no Afeganistão, fuga da Coreia do Norte, doações em Bitcoin para a cidade de Rolante após as enchentes no RS), a disputa política nos EUA com Trump e Biden acenando para o eleitorado cripto, a aprovação da lei FIT 21, riscos existenciais como computação quântica, a história de Craig Wright e, por fim, explicações sobre DCA, alocação de patrimônio e airdrops como oportunidade assimétrica.
“Não adianta tu estar no lugar certo na hora certa se tu não sabe o que tu tá fazendo, não tem um plano de longo prazo, não tá disposto a sacrificar o consumo imediato em prol do que tu vai ter no futuro.”
“Infelizmente, quando tá mais atrativo para comprar é quando as pessoas menos estão dispostas a comprar.”
“Eu não acho o Bitcoin inevitável, e é por isso que eu dedico todas as minhas energias para criar um ecossistema de pessoas interessadas em continuar construindo e desenvolvendo o Bitcoin.”
“Se você não tá pagando em Bitcoin as coisas, você tá subalocado: você tem real ainda para gastar.”
“Por que que você quer ter Bitcoin? Só tem duas respostas possíveis para essa pergunta: ou você quer ficar rico, ou você quer ficar livre.”
“O mesmo Bitcoin que permite aos rebeldes de Myanmar negociar partes de impressoras 3D para imprimir armas é a mesma tecnologia que permite os caras cometerem coisas que eu julgo serem atrocidades. A moral é neutra, a moral tá nas pessoas.”