
#22906 de fevereiro de 2025 · 2h04min
Leandro Ladeira — Criador do método VTSD (Venda Todo Santo Dia), especialista em copywriting, Instagram e produtos digitais, com mais de 70 mil alunos e cofundador do projeto Mulheres Bem Resolvidas
Bettina Rudolph — Fundadora do Grupo Libertas, escola de educação online focada em marketing digital e empreendedorismo, com mais de R$ 200 milhões em vendas na internet e 100 mil alunos
3 livros, na ordem em que aparecem na conversa.

Em Nome do Povo
citado por Bruno Perini
0:46
Fundação
citado por Bruno Perini
18:17
Admirável Mundo Novo
citado por Bruno Perini
19:21Tendências mudam, mas quem perdura no digital é quem faz o básico bem feito — propósito forte, modelo de negócio fértil e foco no cliente — e usa a novidade como complemento, não como substituto do que já funciona.
Pare de procurar o prompt perfeito e comece a treinar um agente de IA no seu nicho: dedique horas alimentando-o com suas referências, seu método e seus recursos de linguagem, até que ele produza no seu nível — isso é ativo, prompt é commodity.
No episódio 229 do podcast Os Sócios, Bruno e Malu Perini recebem Leandro Ladeira e Bettina Rudolph para discutir as tendências de marketing digital e social media para 2025. Os convidados começam questionando a obsessão do mercado por "tendências": ambos defendem que o fundamental é o "arroz com feijão bem feito" — propósito forte, modelo de negócio fértil e foco na satisfação do cliente — e alertam sobre o custo de oportunidade de abandonar o que funciona para correr atrás da novidade da vez. TikTok é tratado como rede de descoberta e awareness, enquanto Stories e lives seguem sendo os espaços de relacionamento e venda. Grande parte da conversa gira em torno de inteligência artificial. Ladeira conta como treinou agentes de IA para copywriting, ensinando recursos literários como ironia, antítese e personificação, e defende que o valor não está no prompt (que é facilmente copiável) e sim no agente treinado, vendido por assinatura. Bettina fala da "saasificação" das empresas de educação, do foco em LTV, da criação de barreiras de mercado via treinamento da própria equipe e da decisão de encerrar seu mastermind para fundar um clube com equity e um participante por nicho. Discutem também Black Friday vitalícia, downsell, armadilhas das assinaturas mal calculadas e o risco de virar sócio minoritário de muitas empresas. Na parte final, respondem como começariam hoje. Ladeira defende plano e projeção financeira antes de tudo, conteúdo denso para aumentar conversão quando ainda não há escala, produção amadora (dá o exemplo da irmã nutricionista que saiu de 257 para 67 mil views ao gravar no celular) e reinvestir 100% do lucro inicial. Bettina parte do propósito genuíno, do Instagram que já domina e de uma mentoria como primeiro produto, alertando contra pular de método em método. Todos concordam que o mercado não está saturado e que a barreira de entrada nunca foi tão baixa.
“Então a grande tendência teve grandes números, mas o antiquado e velho e bom YouTube era o que dava bastante dinheiro pra gente.”
“As pessoas que vão perdurar e que também vão ter resultados muito maiores são as pessoas que vão estar fazendo o básico bem feito sempre, arroz com feijão bem feito.”
“É maior burrice você vender o prompt, porque o prompt é o ouro. Então o segredo é o agente.”
“Esse papo de que o digital tá cada vez mais sofisticado, não: o digital tá cada vez mais amador.”
“Não ache que porque você tem um Instagram e um curso você é um empresário, não é. E tudo bem, só esteja consciente do jogo que você tá jogando.”
“Branding não é desculpa para não fazer dinheiro.”
“Os negócios, principalmente mais no início do digital, eles não vão morrer de fome, eles vão morrer de obesidade.”