
13 de fevereiro de 2025 · 1h54min
Flávio Augusto — Empreendedor e investidor bilionário, fundador da Wise Up, do Geração de Valor e do meusucesso.com, ex-proprietário do Orlando City Soccer Club
Thiago Nigro — Sócio-fundador do Grupo Primo e do canal O Primo Rico, autor do bestseller Do Mil ao Milhão e referência em educação financeira
4 livros, na ordem em que aparecem na conversa.

Do Mil ao Milhão
citado por Bruno Perini
10:56Ponto de Inflexão
citado por Bruno Perini
11:44
Geração de Valor
citado por Bruno Perini
11:45Como Cuidar do Seu Dinheiro
citado por Thiago Nigro
1:17:46Os hábitos que enriquecem não são os que os ricos praticam hoje — eles enriqueceram no desequilíbrio, na obsessão e no trabalho extremo, e só depois adotaram a rotina saudável que agora pregam.
Pare de copiar a rotina atual de pessoas ricas e identifique qual desequilíbrio consciente você está disposto a assumir agora — escolhendo explicitamente o que vai sacrificar e por quanto tempo, com acordo claro com sua família.
No episódio 230 do Os Sócios, Bruno e Malu Perini recebem Flávio Augusto e Thiago Nigro para discutir se existem de fato "hábitos milionários". Logo de início os convidados desmontam a narrativa dos conselhos clichês (banho de gelo, acordar às 5h, rotina matinal perfeita): Thiago afirma que ficou rico sem fazer nada disso e que só adotou esses hábitos depois de enriquecer. Flávio aponta três padrões comuns em quem construiu patrimônio do zero: trabalhar muito e com paixão, não seguir o padrão imposto pela sociedade (ser um pouco rebelde, fora da caixa) e ser obsecado pelo que faz. A conversa avança para a crítica à ideia de equilíbrio. Flávio defende que o sucesso nasce do desequilíbrio e da conciliação — acordos conscientes sobre o que sacrificar. Ele conta a rotina de 4h30 no trânsito saindo de Realengo, os 127 kg que carregou até os 50 anos e o arrependimento de ter morado longe do trabalho mesmo depois do primeiro milhão, feito aos 23 anos em 1995. Thiago descreve seus hábitos reais da época: perguntar muito, dormir 5 horas, ser o primeiro a chegar no escritório, só falar de negócios e ser movido por ódio e necessidade de se provar. Na segunda metade, o tema vira manutenção e perpetuação do patrimônio. Flávio fala do risco da ruína além das finanças (divórcio, vícios, apostas, álcool) e expõe sua filosofia sobre filhos: "seu filho é um príncipe", deve ser treinado como tal, sem perrengue artificial, e nunca sucederá nas empresas do pai — ele cria negócios para vender. Thiago aponta a caridade como antídoto da mesquinharia e hábito que protege o patrimônio, além de contar como ensina a enteada Sofia a multiplicar dinheiro. Ambos declaram que não pretendem se aposentar: Flávio produz 100% do próprio padrão de vida (incluindo R$ 20 milhões/ano de avião) sem tocar no patrimônio acumulado.
“Eu fiquei rico sem fazer nada disso, só que hoje eu faço quase tudo isso. Então veja: não foi isso que me enriqueceu, não é isso que enriquece as pessoas.”
“Eu troco a certeza do fracasso pela possibilidade do sucesso. Onde é que tá o maior risco aqui? É a certeza do fracasso.”
“Quem quiser uma vida equilibrada vai se frustrar, porque não vai conseguir. O que eu acredito que existe é conciliação.”
“Uma boa fórmula para ficar pobre: divórcio. Para ficar muito pobre, o segundo divórcio.”
“Nosso filho é um príncipe, ponto final. Ele é rico, acabou. E ele não tem nenhuma culpa por isso.”
“A caridade ela é o antídoto da mesquinharia. Quando você faz algum tipo de caridade você tem uma relação muito mais leve com o dinheiro.”
“Todo dinheiro que eu gasto no meu padrão de vida eu produzo. Eu não vivo de renda.”