
#16814 de dezembro de 2023 · 2h43min
Guilherme Freire — Professor mestre em filosofia pela PUC de São Paulo, criador da comunidade Filosofia do Zero e sócio fundador do Em Busca da Verdade
Henrique Bredda — Sócio fundador e gestor da Alaska Asset Management, formado em Engenharia Naval pela USP
15 livros, na ordem em que aparecem na conversa.

Ilíada
citado por Henrique Bredda
18:41A Lei
citado por Bruno Perini
27:41Vidas Comparadas
citado por Bruno Perini
43:57O Gênio do Cristianismo
citado por Guilherme Freire
55:46Guerra e Paz
citado por Henrique Bredda
1:15:33
A Arte da Guerra
citado por Bruno Perini
1:18:33
O Conde de Monte Cristo
citado por Bruno Perini
1:41:47Os Botões de Napoleão
citado por Bruno Perini
1:42:44Um Conto de Duas Cidades
citado por Guilherme Freire
1:48:45Conversas sobre as religiões
citado por Henrique Bredda
2:01:00Conjuração Anticristã
citado por Guilherme Freire
2:10:18Livro de Ester
citado por Guilherme Freire
2:23:25
Divina Comédia
citado por Guilherme Freire
2:33:39Canção de Rolando
citado por Guilherme Freire
2:37:13
O Príncipe
citado por Bruno Perini
2:46:03No mundo só existem duas forças, o sabre e o espírito — e no longo prazo o espírito sempre vence o sabre: foi o próprio Napoleão, no auge do poder, quem profetizou a lição que só entenderia exilado em Santa Helena.
Assista hoje ao filme 'Napoleão' de 2002, com Christian Clavier e John Malkovich, disponível de graça no YouTube, como contraponto à versão de Ridley Scott — e busque o texto das 'Conversas sobre as religiões' (1840) para ler as reflexões do próprio Napoleão em Santa Helena.
Bruno e Malu Perini recebem o filósofo Guilherme Freire e o gestor Henrique Bredda para um mergulho de quase três horas na vida de Napoleão Bonaparte. A conversa parte da decepção coletiva com o filme de Ridley Scott — considerado tosco por retratar Napoleão como um homem apático, fraco e 'capacho de mulher' — e sugere como alternativa a produção italiana de 2002 com John Malkovich, disponível no YouTube. O episódio percorre cronologicamente a trajetória: o nascimento na Córsega e o bullying por ser estrangeiro, a formação medíocre na escola militar (42º de 58) compensada pelo domínio de matemática, geometria e artilharia, a ascensão meteórica em Toulon e na campanha da Itália, o caos genuinamente sangrento da Revolução Francesa, o golpe de 18 de Brumário, o consulado, a autocoroação como imperador, a concordata com Pio VII e o renascimento cristão na França, as vitórias sobre Áustria e Prússia, e as três derrotas que o quebraram: Portugal (com a fuga de Dom João VI para o Brasil), a Espanha guerrilheira e a Rússia do General Inverno. O ponto alto é a parte final, trazida por Bredda: as 'Conversas sobre as religiões', fonte primária de 1840 com os registros do que Napoleão disse em Santa Helena ao general Bertrand, onde o imperador compara a si mesmo, Alexandre, César e Maomé com Cristo e conclui que a distância entre eles é infinita. Napoleão morre reconciliado com a Igreja, confessado e com os sacramentos — um final redentor quase desconhecido do grande público.
“No mundo só tem duas forças, o sabre e o espírito, e no longo prazo o espírito vai vencer o sabre.”
“Eu tenho mais medo de três jornais do que de 100 baionetas.”
“Eu sou igual esses caras, eu sou esses caras, eu fiz o que esses caras todos fizeram, e eu posso falar que a distância entre Júlio César, eu, Alexandre o Grande e Jesus é infinita.”
“Cristo ou é Deus ou é um impostor, uma fraude, um pilantra. Não tem essa história de ser um homem sábio mas apenas um homem.”
“Ninguém vai me coroar não, eu me coroo.”
“O poder de esculhambação do Brasil é muito grande, então a gente destrói qualquer tipo de valor.”