
#22509 de janeiro de 2025 · 2h02min
Felipe Santana — Cofundador da Paradigma, primeira empresa brasileira de research 100% focada em cripto, coprodutor do primeiro documentário sobre a rede Ethereum e professor no VR Cripto
Rafael Castaneda — Mestre em Sistemas pelo IME, engenheiro de software, fundador da comunidade Casta Guilda e educador no canal Casta Crypto
7 livros, na ordem em que aparecem na conversa.
The Art of the Deal
citado por Bruno Perini
12:56
O Padrão Bitcoin
citado por Bruno Perini
33:44
O Padrão Fiduciário
citado por Bruno Perini
33:45
Em Nome do Povo
citado por Bruno Perini
39:09
A Arte da Guerra
citado por Felipe Santana
39:38Armas, Germes e Aço
citado por Bruno Perini
41:34Princípios para Lidar com a Mudança na Ordem Mundial
citado por Rafael Castaneda
1:30:22O Bitcoin não é apenas um ativo especulativo: é uma tecnologia de liquidação global neutra que propõe separar o dinheiro do Estado, assim como a prensa separou a Igreja do Estado.
Defina hoje uma estratégia de preço médio e rebalanceamento por faixas de preço (ex: 80/20 entre Bitcoin e dólar tokenizado), em vez de tentar acertar topo e fundo olhando o gráfico todos os dias.
No primeiro episódio ao vivo de 2025 do podcast Os Sócios, Bruno e Malu Perini recebem Felipe Santana (Paradigma) e Rafael Castaneda (Casta Crypto) para discutir o futuro do Bitcoin em 2025. A conversa parte da indecisão do mercado antes da posse de Donald Trump, passando pelas expectativas de clareza regulatória nos EUA, troca do comando da SEC, reserva estratégica de Bitcoin e o impacto das tarifas e da política de juros do Fed sobre ativos de risco. Os convidados aprofundam o papel geopolítico do Bitcoin: Castaneda defende que o ativo é uma 'arma de cooperação mutuamente assegurada' capaz de contestar a hegemonia do dólar construída desde Bretton Woods e rompida em 1971; Felipe aponta que o confisco de reservas russas e o banimento do SWIFT escancararam o dólar como arma de guerra. Discutem ainda o caso Michael Saylor/MicroStrategy, a dinâmica dos ciclos de halving, estratégias de rebalanceamento (8020), o papel das stablecoins como compradoras de títulos americanos e os riscos do Tether. Na parte final, falam de regulação brasileira (monitoramento de Pix, consulta pública sobre autocustódia de stablecoins), oportunidades políticas para candidatos pró-cripto em 2026 e as consequências sociais de uma moeda não inflacionária — da 'comida fiduciária' ao efeito Cantillon e à separação entre dinheiro e Estado, comparada à separação entre Igreja e Estado.
“Eu vejo o Bitcoin como uma arma de cooperação mutuamente assegurada, que em vez de você colocar os países um na jugular do outro, você força eles a cooperarem num sistema que é um pouquinho mais justo.”
“A gente vive num mundo onde todos os países têm o seu próprio dinheiro de Banco Imobiliário. Isso não é normal, isso é um experimento socioeconômico de escala global que tem 50 anos de idade.”
“O cara sai de mandar a Globo sair do ar para obedecer o algoritmo de uma corporação multinacional. A tecnologia é implacável.”
“O tempo de ser anti-cripto já passou. O momento da história em que isso era legal, era cool, ficou para trás, o jogo inverteu.”
“Sabe o que que falta, velho? Falta dor. A maneira como o mundo funciona não machuca o suficiente as pessoas para que elas se mexam.”
“O Bitcoin é um enxame de vespas cibernéticas guardando o fogo da verdade.”