
#20125 de julho de 2024 · 2h01min
Thiago Nigro — Fundador do Grupo Primo, investidor, palestrante e autor do best-seller 'Do Mil ao Milhão sem Cortar o Cafezinho'
Rodrigo Gianotto — CTO/COO e sócio do Grupo Primo, com mais de 15 anos de experiência em consultorias globais, estratégia de negócios e gestão de pessoas
7 livros, na ordem em que aparecem na conversa.
Empresas Feitas para Vencer
citado por Bruno Perini
9:03A Psicologia Financeira
citado por Thiago Nigro
19:42
Same as Ever
citado por Thiago Nigro
19:48Talent Magnet Company
citado por Rodrigo Gianotto
44:48Estratégia do Motor Dois
citado por Rodrigo Gianotto
1:06:59Empresas Feitas para Durar
citado por Rodrigo Gianotto
1:21:35Jogo Infinito
citado por Thiago Nigro
1:44:18Um bom modelo de negócio pode salvar pessoas medianas, mas pessoas excepcionais raramente salvam um modelo ruim — por isso, antes de caçar talentos, questione se a matemática do seu negócio se retroalimenta.
Faça hoje uma pesquisa de cultura com sócios, lideranças e pessoas da ponta: dê uma lista de palavras e peça que escolham as que descrevem a empresa — se as respostas da direção e da operação divergirem, você tem um problema de alinhamento para resolver antes de crescer.
Bruno e Malu Perini recebem Thiago Nigro e Rodrigo Gianotto para discutir o livro "Feitas para Vencer" (Good to Great), de Jim Collins, e o conceito do flywheel: pessoas disciplinadas, pensamento disciplinado e ação disciplinada. Logo no início, o grupo questiona o viés de sobrevivência da obra — Collins analisou apenas empresas que venceram, ignorando as que tinham as mesmas características e quebraram. O debate mais quente do episódio é sobre "primeiro quem, depois o quê". Thiago Nigro discorda de Collins e defende que o modelo de negócio é mais importante que as pessoas, usando como exemplo os discípulos de Jesus (pessoas improváveis com um modelo que funcionou) e a própria história do Grupo Primo. Gianotto pondera que, a partir de certo tamanho, o "quem" vira o fator de destrave. Nigro também lista cinco pilares de perenidade: time, modelo de negócio, caixa, ausência de alavancagem e alinhamento do time com o sucesso da empresa. Na segunda metade, os convidados falam sobre o conceito do porco-espinho (ser excelente em uma única coisa), a descoberta de que o negócio do Grupo Primo era Finanças, disciplina e cultura ("escrever na parede é fácil, difícil é cultivar"), aceleradores tecnológicos, LTV e como construir um bom modelo de negócio — com empilhamento de receita, baixo CAC, LTV longo e margem. Nigro relata ainda sua experiência pessoal com disciplina (perdeu 24 kg e depois recaiu na lua de mel) para ilustrar como a acomodação é o estado natural do ser humano.
“Na vida, sempre que a gente tem a possibilidade de comprar possíveis bilhetes premiados por zero, a gente deveria comprar — e eu acho que é o que as pessoas não fazem muitas vezes.”
“Uma empresa feita para vencer, uma empresa como nós, que traciona crescimento de longo prazo, a gente não contrata: a gente é contratado pelas pessoas.”
“Se você tem um modelo de negócio incrível, até pessoas medianas podem fazer esse negócio prosperar.”
“As pessoas são muito boas em escrever a cultura na parede, só que as pessoas são ruins em cultivar a cultura.”
“A cultura é a única vantagem competitiva que está 100% na mão do empreendedor.”
“Permita que as circunstâncias na sua vida te transformem e não use isso como justificativa para se manter estagnado.”