
#17104 de janeiro de 2024 · 2h00min
Eslen Delanogare — Psicólogo, mestre e doutorando na área comportamental, neurocientista e criador do Reservatório de Dopamina (RD) e do curso Viver de Psicologia
Jan Leonardi — Psicólogo com mestrado e doutorado, terapeuta e supervisor clínico, sócio do Viver de Psicologia e ex-presidente da Associação Brasileira de Psicologia Baseada em Evidências
4 livros, na ordem em que aparecem na conversa.

Comunicação em Prosa Moderna
citado por Bruno Perini
16:00
Fedro
citado por Bruno Perini
17:33
Rápido e Devagar
citado por Bruno Perini
1:13:23
O Poder do Hábito
citado por Bruno Perini
1:39:30Metas não se cumprem por força de vontade, mas por arquitetura: ambiente, agenda e pequenos passos fazem muito mais diferença do que motivação momentânea — e disciplina sem um motivo claro não se sustenta.
Escolha no máximo três metas para o ano, reescreva cada uma no formato SMART (específica, mensurável, alcançável, relevante e com prazo) e bloqueie hoje mesmo na sua agenda o horário recorrente de cada uma, tratando esse compromisso com a mesma seriedade de uma reunião de trabalho.
No episódio inaugural de 2024, Bruno e Malu Perini recebem o neurocientista Eslen Delanogare e o psicólogo Jan Leonardi para discutir como definir e, principalmente, cumprir metas. A conversa começa com cada um compartilhando seus objetivos para o ano — inglês, meio Iron Man, livro, piano, yoga, perda de gordura — e evolui para os fundamentos científicos por trás do estabelecimento de metas, com destaque para o acrônimo SMART (específica, mensurável, alcançável, relevante e temporal) e para a pergunta anterior a tudo: por que essa meta é relevante para os seus valores. Os convidados aprofundam temas como a necessidade de abrir mão de algo para inserir algo novo, a importância de estruturar uma agenda considerando carga cognitiva e intervalos, e o papel decisivo do ambiente na formação e desconstrução de hábitos. Eslen apresenta o estudo que estimou média de 66 dias (com variação de 18 a 250) para formar um hábito, critica a regra dos 21 dias e explica que hábitos e vícios ocupam a mesma região cerebral (estriado), diferindo em intensidade pela ação de substâncias exógenas. O episódio também aborda compromissos públicos como motivadores (a história da bandeira do Curso de Guerra na Selva, a meia maratona corrida com febre), metas de longo prazo como geradoras de propósito, o experimento do marshmallow e sua releitura cultural no Japão, e encerra com o debate entre motivação e disciplina — com Eslen defendendo que disciplina não se sustenta sem motivo para a ação.
“Sábio foi aquele que dividiu o tempo em ano, em meses, em semanas, em dias, em horas. Sempre dá tempo para começar.”
“Para quem acha que ler é difícil, faça um exercício: escreva um livro. Vai ver que ler é tranquilo.”
“Eu até me pergunto se isso de fato é uma meta ou se é o produto final de micrometas.”
“O ambiente tem um peso incalculável, porque talvez seja o principal determinante. A própria motivação, força de vontade, pode ser massacrada por um ambiente.”
“A pessoa que diz assim 'a motivação não importa, você tem que ser disciplinado' normalmente é uma pessoa muito motivada e não percebe.”
“Estabeleçam poucos objetivos, para que no final do ano você não tenha feito um monte deles e não cumprido nenhum.”