
#23120 de fevereiro de 2025 · 1h50min
Ricardo Tavares (Cado) — Estudante de medicina, atleta faixa-preta de jiu-jitsu e cocriador da Dieta da Roça e da Comidade, laboratório de alta performance
Gustavo Tavares — Estudante de medicina, atleta faixa-preta de jiu-jitsu e cocriador da Dieta da Roça, com mais de 15 mil alunos ativos
7 livros, na ordem em que aparecem na conversa.

Outliers
citado por Bruno Perini
11:32
O Padrão Bitcoin
citado por Bruno Perini
11:56
O Padrão Fiduciário
citado por Bruno Perini
12:04
Almanaque de Naval Ravikant
citado por Bruno Perini
27:52
Ilíada
citado por Bruno Perini
1:11:32Por que nós dormimos
citado por Gustavo Tavares
1:19:54Nutrição e Degeneração Física
citado por Gustavo Tavares
1:39:36Não faz sentido culpar alimentos que existem há milênios por doenças que explodiram nas últimas cinco décadas — o culpado provável é o que também tem 50 anos de idade: o ultraprocessado.
Na próxima ida ao mercado, aplique o primeiro princípio da Dieta da Roça: compre apenas o que poderia ter sido produzido numa roça, ignorando 95% das prateleiras e indo direto ao hortifrúti, carnes e ovos.
Os hosts Bruno Perini e Malu Perini recebem os irmãos Ricardo (Cado) e Gustavo Tavares, estudantes de medicina, faixas-pretas de jiu-jitsu e criadores da Dieta da Roça, metodologia que já conta com mais de 15 mil alunos. Criados em Rondônia e Roraima em contato direto com a produção rural, eles explicam que a dieta se baseia em dois princípios simples: só consumir aquilo que poderia ser produzido na roça (eliminando ultraprocessados) e priorizar sempre as fontes mais nutritivas, com destaque para proteínas animais, ovos, laticínios de qualidade, frutas e, por último, vegetais. A conversa percorre a queda de qualidade dos alimentos industrializados ao longo das décadas, a diferença entre carne de boi de pasto e de boi finalizado em soja, o debate manteiga versus margarina, a fragilidade dos estudos nutricionais (incluindo o estudo dos Sete Países de Ancel Keys como base da pirâmide alimentar), a epidemia de testosterona baixa e infertilidade, e o valor nutricional dos órgãos — fígado, coração, tutano — tratados como superiores às carnes de músculo. Além da alimentação, os convidados apresentam os quatro hábitos fundamentais do estilo de vida que defendem: comida de verdade, treino de força e cardio, sono de qualidade com rotina fixa e exposição diária ao sol de forma progressiva, sem queimar. Falam ainda sobre suplementação como complemento (não substituto), vitamina D, protetor solar, a regra 321 para dormir melhor, a baixa taxa de sucesso da cirurgia bariátrica e o erro do perfeccionismo de quem quer mudar tudo de uma vez.
“A gente tem uma bisavó que tem 103 anos. Ela não sabe o que é contar calorias, ela nunca ouviu falar disso. Ela come o que ela sempre comeu.”
“Muita gente culpa os alimentos que existem há milênios por problemas que existem há décadas.”
“Quando todo mundo está doente, não consideramos mais aquilo como doença.”
“É economizar na caneca e perder no balde. Quanto vale o tempo de vida? Alguém consegue calcular?”
“Se existe esse mecanismo de adaptação na nossa pele, é para ser usado. Imagina um cara que faz um carro e coloca um botão que não tem função.”
“Você não vai se tornar outra pessoa em um dia. A mudança de vida é progressiva.”