
#28526 de fevereiro de 2026 · 1h18min
Ana Beatriz — Aprovada com bolsa integral em Harvard em neurociência e governo, fundadora do Juventude pelo SUS e ex-estagiária no Congresso Nacional
Mariana Chaves — Aprovada com bolsa integral em Harvard em governo e economia, membro do board internacional do Rotary e premiada em simulações da ONU
Entrar em Harvard não é vencer uma prova, é construir uma trajetória coerente de quatro anos em torno de uma paixão real — e todo sucesso exige aceitar um desequilíbrio na própria vida.
Escolha hoje uma causa ou interesse que você realmente ama e dê o primeiro passo concreto nela (um projeto, um voluntariado, um clube) — e pesquise programas gratuitos de mentoria como o da Fundação Estudar, que aceitam candidaturas já no 2º ano do ensino médio.
No episódio 285 do Os Sócios, Bruno e Malu Perini recebem Ana Beatriz e Mariana Chaves, as duas únicas brasileiras aprovadas em Harvard com bolsa integral em 2025. Ana Beatriz, de 17 anos e de Brasília, vai cursar neurociência e governo; Mariana, de 18 anos e de Santa Maria (RS), cursará governo e economia. As duas contam como construíram suas trajetórias desde o nono ano do ensino fundamental: pesquisa científica, trabalho no Congresso Nacional, simulações da ONU, voluntariado pelo Rotary/Interact e projetos sociais como o Juventude pelo SUS. A conversa detalha o processo seletivo americano, que avalia quatro anos de vida do candidato e não apenas uma prova: currículo, premiações, boletim, SAT, teste de proficiência, cartas de recomendação e redações extremamente pessoais e criativas (uma delas narrando um dia vendendo queijo com a avó). Elas explicam o papel da mentoria da Fundação Estudar, que selecionou cerca de 70 estudantes entre 10 mil candidatos e ofereceu apoio financeiro, e falam do peso do ambiente do colégio militar — hierarquia, meritocracia, graduação e alamar — na formação da disciplina e do currículo. O episódio também aborda sacrifícios e escolhas: Ana abriu mão da vida social, Mariana largou o atletismo; ambas discutem gestão de redes sociais, taxa de aprovação abaixo de 1% para brasileiros, o valor da bolsa (mais de R$ 2 milhões) e os planos futuros — PhD e laboratório de saúde pública para Ana, política prática e orçamento público para Mariana. Encerram defendendo que mostrar que é possível é o que faz outros jovens sonharem.
“Eles não buscam uma pessoa que vai bem numa prova, eles buscam uma pessoa ativa, uma pessoa engajada e um líder.”
“Todo sucesso vem quando você gera um desequilíbrio na sua vida.”
“É sobre os pequenos aprendizados, os pequenos valores que a gente pega, que a gente aprende no dia a dia.”
“A gente fala muito pras pessoas sonharem grande, mas tem gente que nem sabe quais sonhos são realmente possíveis de serem sonhados.”
“Quando você vê alguém lá, você fala: cara, tal pessoa foi, então eu consigo ir também.”
“O pessoal acha que para ir lá tu vai ter que gastar muito dinheiro em dólar, que tem que ser milionário para estudar nos Estados Unidos. Não é assim que funciona.”