
#21928 de novembro de 2024 · 1h58min
Guilherme Freire — Professor e mestre em filosofia, sócio fundador do Em Busca da Verdade e da comunidade Filosofia do Zero, ex-secretário Nacional da Juventude
8 livros, na ordem em que aparecem na conversa.
12 Regras para a Vida
citado por Bruno Perini
4:20Sobre a Ira
citado por Bruno Perini
22:06Previsivelmente Irracional
citado por Bruno Perini
22:24
Princípios
citado por Bruno Perini
30:51Evangelho de Mateus
citado por Guilherme Freire
48:59
Vidas Paralelas
citado por Bruno Perini
1:28:41
Ética a Nicômaco
citado por Guilherme Freire
1:40:12Parábola dos Talentos
citado por Guilherme Freire
1:46:12Força não é o problema do mundo — é a solução: o homem bom não é o inofensivo, mas aquele capaz de fazer o mal e que escolhe voluntariamente não fazê-lo.
Comece arrumando literalmente o seu quarto e organizando o que está em desordem na sua vida antes de gastar energia opinando sobre os problemas do país ou da vida dos outros.
Bruno e Malu Perini recebem o professor e mestre em filosofia Guilherme Freire para discutir o livro "12 Regras para a Vida", de Jordan Peterson. A conversa começa contextualizando a trajetória do autor — do cancelamento acadêmico pela questão dos pronomes de gênero até sua decisão de dirigir sua comunicação aos homens jovens, grupo que, segundo ele, sofre com a ausência paterna e a falta de orientação. Ao longo do episódio, eles destrincham várias das regras: a postura ereta e o exemplo das lagostas, a diferença entre o homem inofensivo e o homem bom (perigoso, mas sob controle), a importância de deixar as crianças correrem riscos para criar casca, os perigos de criar pequenos narcisistas com elogios não merecidos, e a regra de arrumar o próprio quarto antes de querer consertar o mundo. Guilherme traz referências de Aristóteles, Sêneca, Chesterton, Platão e do Evangelho de Mateus, além de exemplos como o Rei Davi, Júlio César, Elon Musk e Tiger Woods. O bloco final trata da comparação consigo mesmo em vez de com os outros (e como o Instagram sabota isso), da importância de mentores em lugar de celebridades, da relação entre ideologia, religião e saúde mental segundo Jonathan Haidt, e do valor de dizer a verdade — que, segundo Guilherme, é sempre menos custoso do que anos de acúmulo de mentira. Encerram com a última regra: acariciar o gato na rua, um gesto gratuito de caridade e apreciação dos pequenos momentos.
“Se vocês têm medo dos homens fortes, espera até ver do que os homens fracos são capazes.”
“O homem bom é um cara que tem capacidade de fazer o mal, só que ele conscientemente prefere não fazê-lo.”
“Qualquer pessoa que pescou um peixe já vai ser menos propensa a ser socialista, porque ela fala: caramba, eu trabalhei, veio comida do meu trabalho.”
“A vida foi me ensinando que viver na mentira é mais caro do que viver na verdade.”
“Você só consegue ser feliz apreciando o que você tem, porque se a felicidade depende de algo que você não tem, ela nunca chega.”
“Mas eu só estudei porque eu fui reprovado, e aí depois que eu fui reprovado e comecei a estudar, eu redescobri a minha inteligência.”