
#17929 de fevereiro de 2024 · 2h40min
Sergio Sacani — Geofísico, doutor em geociências e criador do Space Today, maior canal sobre astronomia do Brasil, e host do podcast Ciência Sem Fim
Pedro Loos — Criador do canal Ciência Todo Dia, divulgador científico especialista em transformar o complexo em algo fácil de entender
10 livros, na ordem em que aparecem na conversa.

A Era das Máquinas Espirituais
citado por Bruno Perini
19:26
Cosmos
citado por Bruno Perini
40:11Superinteligência
citado por Pedro Loos
1:01:46Da Pluralidade dos Mundos
citado por Sergio Sacani
1:05:54
Power, Sex, Suicide
citado por Pedro Loos
1:09:47
Fundação
citado por Bruno Perini
1:12:40
Declínio e Queda do Império Romano
citado por Bruno Perini
1:12:55O Guia do Mochileiro das Galáxias
citado por Sergio Sacani
1:59:40A Origem da Consciência na Quebra da Mente Bicameral
citado por Bruno Perini
2:20:40
Ilíada
citado por Bruno Perini
2:20:48Ciência não é questão de acreditar ou não: Big Bang, multiverso e simulação são modelos matematicamente formulados que competem por evidências — e admitir "a gente não sabe" é parte essencial do método.
Leia o artigo de duas páginas de Nick Bostrom sobre o argumento da simulação (recomendado por Pedro Loos) e observe como premissas simples e aceitáveis levam a uma conclusão drástica.
Neste episódio nº 179 do Os Sócios Podcast, Bruno e Malu Perini recebem o astrônomo e divulgador científico Sergio Sacani e o criador do Ciência Todo Dia, Pedro Loos, para uma conversa de mais de duas horas sobre como funciona o universo. Os convidados explicam por que o Big Bang (ou modelo lambda CDM) é o mais aceito — por reunir mais evidências como a expansão acelerada, a radiação cósmica de fundo e a proporção de elementos químicos — e esclarecem que as notícias de que o James Webb "derrubou" o Big Bang partem de um mal-entendido sobre o que a teoria se propõe a explicar. A conversa passeia por singularidades, buracos negros, entropia, a Equação de Drake, os quatro destinos possíveis do universo (Big Freeze, Big Rip, Big Crunch e Big Bounce), multiversos, teoria das cordas, a hipótese da simulação de Nick Bostrom e o universo em bloco. Há também uma longa discussão sobre a natureza do tempo, relatividade, viagem ao passado e os paradoxos envolvidos, com referências a filmes de Christopher Nolan, à série Dark e a West World. No trecho final, o papo migra para inteligência artificial — o Sora da OpenAI como "simulador de mundo", os limites dos LLMs, o teste de Turing e o teste do café — e termina com Sacani desmentindo o pânico sobre tempestades solares destruindo o Bitcoin, explicando que o ciclo solar atual é mais fraco que o de 1990 e que o Sol hoje é intensamente monitorado.
“Não é a questão de acreditar. O astrônomo, o astrofísico e o pessoal que mexe com cosmologia, eles vão atrás de evidências.”
“Para a gente fazer essa diminuição de entropia, essa criação de ordem a partir do caos no nosso planeta, a gente está literalmente roubando energia do Sol.”
“Talvez o maior obstáculo para a vida no universo não seja o universo ou as condições ideais, seja a própria vida. Por isso que a gente não vê ninguém ao nosso redor.”
“Ausência de evidência não é evidência de ausência.”
“Para um fóton que foi gerado nessa galáxia há 13 bilhões de anos, o momento em que ele foi gerado e o momento em que ele foi absorvido pelo nosso telescópio é o mesmo instante, porque os fótons não experienciam tempo.”
“Eu não sou da galera do alarmismo. Eu acho que vai ser bom para quem aprender a usar ela a seu favor, em qualquer emprego que seja.”