
#24819 de junho de 2025 · 1h58min
Felipe Santana — Cofundador da Paradigma, primeira empresa brasileira de research 100% focada em cripto, coautor do primeiro documentário sobre Ethereum e professor no VR Crypto
Rafael Castaneda — CEO da Weaver, mestre em sistemas, fundador da comunidade Casta Guilda e educador no canal Casta Cripto
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Superinteligência
citado por Felipe Santana
44:20O Bitcoin está deixando de ser tratado como ativo de risco especulativo para virar porto seguro institucional — e quem compra com essa mentalidade não volta atrás, o que pode quebrar o ciclo clássico de 4 anos.
Revise hoje como você custodia suas criptomoedas: divida entre autocustódia (com passphrase/carteira-isca) e custódia terceirizada (ETF ou corretora), para não ficar exposto nem a perda de chave nem a confisco/sequestro.
No episódio 248 do Os Sócios, Bruno e Malu Perini recebem Felipe Santana (Paradigma) e Rafael Castaneda (Casta Cripto) para discutir o novo ciclo do Bitcoin em meio à guerra Israel–Irã, inflação persistente e desconfiança no sistema monetário tradicional. Os convidados destacam a resiliência surpreendente do Bitcoin (queda de apenas 4% da máxima durante o conflito) e defendem que o ativo vive um embate entre duas forças: a visão especulativa (correlacionada a big techs) e a visão de reserva de valor / 'flight to safety', com compradores institucionais que não vendem. A conversa passa por temas como o comprador marginal institucional (ETFs e Bitcoin Treasury Companies como MicroStrategy e Méliuz), os riscos do modelo alavancado do Michael Sailor, a possibilidade de o ciclo de 4 anos estar se quebrando e o inverno cripto ser mais ameno. Há também um longo desvio sobre computação quântica e as moedas do Satoshi, autocustódia versus custódia terceirizada (com dicas como a 'carteira do ladrão' e passphrase), segurança contra sequestros e a tese de que o mercado de altcoins viverá uma 'bolha.com' própria, com poucos sobreviventes. Na parte final, discutem a tentativa do governo brasileiro de acabar com a isenção de R$ 35 mil em cripto, a ascensão das stablecoins como vetor de expansão da hegemonia do dólar (Tether entre os maiores detentores de dívida americana) e fazem suas projeções para o topo do ciclo: Felipe aposta em ~140–150 mil dólares como caso base, Castaneda trabalha com faixa de 120 a 250 mil até novembro, Bruno crava 152 mil e Malu 147 mil.
“As pessoas que começam a olhar pro Bitcoin como o voo da segurança e não mais como ativo especulativo são normalmente players que não voltam atrás, eles compram e eles seguram.”
“A gente sai de 4 anos antes Buffett falando 'isso aqui é veneno de rato ao quadrado' e 4 anos depois Larry Fink da BlackRock falando 'isso aqui é ouro digital'.”
“A confiança do Bitcoin não está nas unidades do Satoshi. Tá no protocolo, tá no hash rate. A parada não foi hackeada, a parada não desliga, a parada é incorruptível.”
“É insano como nós de um dia criticamos o dólar, que é infinitamente impresso, e quando vamos para esse mercado imprimimos infinitas moedas para capturar infinitas unidades de dólar.”
“O maximalismo Bitcoin era uma espécie de monasticismo intelectual. E tem pessoas que nasceram para ser monges. Eu gosto de um pouco de adrenalina.”
“Em seis meses ele sai de viver de cripto para dirigir Uber porque acabou o dinheiro, morreu todo o dinheiro.”