
#27701 de janeiro de 2026 · 1h27min
Fábio Gurgel — Faixa coral de jiu-jitsu, professor e líder da equipe Alliance, campeão mundial, empresário e autor do livro Inabalável
3 livros, na ordem em que aparecem na conversa.
A derrota está imposta todos os dias no tatame — e aprender a se reorganizar sem desespero, sem vitimização e sem culpar ninguém é o que transfere do jiu-jitsu para a vida e para os negócios.
Agende hoje uma aula experimental de jiu-jitsu numa academia perto de você e coloque isso na sua lista de metas de 2026.
No primeiro episódio de 2026 d'Os Sócios, Bruno e Malu Perini recebem Fábio Gurgel, faixa coral, líder da equipe Alliance e tetracampeão mundial, para discutir por que o jiu-jitsu virou uma espécie de escola de vida para tanta gente — especialmente empresários e pessoal do mercado financeiro. A conversa começa pela origem da arte: a história romantizada dos monges indianos, a passagem pelo Japão dos samurais, Jigoro Kano e a criação do judô, o Conde Koma chegando em Belém do Pará e a família Gracie levando o jiu-jitsu para o Rio de Janeiro. Gurgel explica que a diferença central entre judô e jiu-jitsu está no objetivo: no jiu-jitsu a luta só acaba com a finalização, o que gera uma mentalidade de resolver o próprio problema até o fim. O convidado detalha como o jiu-jitsu combate o instinto e força a racionalização sob pressão, comparando-o ao xadrez: cada técnica é uma jogada que antecipa reações do adversário. Ele defende que a prática desenvolve as virtudes cardeais — coragem, temperança, busca de conhecimento e senso de justiça — além de adaptabilidade, accountability e foco no presente. Conta também sua própria história: começou aos 13 anos para parar de apanhar do irmão mais velho, decidiu aos 15 viver de jiu-jitsu quando o mercado era inexistente, e seguiu dois conselhos do pai — ser muito bom e ser diferente. A segunda metade aborda a construção da Alliance como licenciadora de marca e método, o insight que Gurgel teve ao ver uma aula de kung fu gamificada na Alemanha e decidir criar uma metodologia com progressão transparente, a longevidade no treino (treinar inteligente, tirar o ego da equação, não disputar o treino até o limite) e os paralelos com negócios: lidar com a derrota imposta, pensar em legado e não em resultado, e entender que a prática é a única coisa inegociável.
“O meu instinto mais poderoso e mais forte, eu sou capaz de controlar, porque eu aprendo que toda vez que eu uso ele, eu perco.”
“Você não tem tempo de vitimização, você não tem tempo de reclamar, você não tem tempo de botar culpa em ninguém, porque você tem que resolver o problema.”
“Em 3 minutos o cara me finalizou três vezes. Meu Deus, como é que eu posso ser tão indefeso assim?”
“A única coisa que a gente deveria ter como um mantra inegociável é a prática. A prática é a única coisa que faz você evoluir.”
“Se você trabalhar pro legado não tem tempo ruim. O treino ruim é aprendizado, o treino bom é aprendizado.”
“Jiu-jitsu e investimento: você vai querer ter começado antes.”