
#30425 de junho de 2026 · 2h00min
Ricardo Figueiredo — Sócio do Grupo Primo e responsável pela área de fundos imobiliários na Finclass, economista e analista CNPI com mais de 20 anos de mercado financeiro.
Evandro Medeiros — Analista CNPI, economista e especialista em mercado acionário da Finclass, adepto do value investing em empresas subvalorizadas.
Eduardo Perez — Analista CNPI pleno e especialista em renda fixa na Finclass, economista com passagens pela XP Investimentos e Nubank.
5 livros, na ordem em que aparecem na conversa.
O Investidor Inteligente
citado por Bruno Perini
1:02:30O Investidor de Bom Senso
citado por Evandro Medeiros
1:35:34Armas, Germes e Aço
citado por Evandro Medeiros
1:43:18Se Alguém Construir Isso, Todos Morrem
citado por Bruno Perini
1:48:26O Gene Egoísta
citado por Bruno Perini
1:57:20Em um mercado cheio de ativos descontados, o erro não é comprar caro — é comprar o mais barato: foque em qualidade, respeite seu perfil de risco e seja mediano por mais tempo que a média das pessoas.
Revise sua carteira hoje procurando CRIs, CRAs e debêntures que você não entende ou não leu: avalie trocá-los por um fundo listado ou ETF com gestão profissional e liquidez diária, e verifique se quem te assessora ganha comissão por indicar esses produtos.
No episódio 304 do Os Sócios, Bruno Perini recebe três analistas da Finclass — Ricardo Figueiredo (fundos imobiliários), Evandro Medeiros (ações) e Eduardo Perez (renda fixa) — para discutir como construir patrimônio e viver de renda no cenário brasileiro atual, marcado pelo quinto ano consecutivo de CDI em dois dígitos, juro real de IPCA + 8% e ativos de risco profundamente descontados. O trio argumenta que o momento é de assimetrias em praticamente todas as classes de ativos: títulos públicos com juro real histórico, fundos imobiliários negociando a preços por metro quadrado abaixo do custo de construção (com escritórios a 0,74 de P/VP), empresas na bolsa a seis vezes lucro ou menos, e Bitcoin em queda. A mensagem central e repetida é foco em qualidade — evitar o ativo 'mais barato' que pode ser o 'pato manco' —, respeito ao perfil de risco e paciência, já que o juro alto pode persistir e derrubar empresas alavancadas. A conversa passa também pelos riscos de crédito privado (CRIs, CRAs e debêntures que o investidor pessoa física não lê nem entende), pela defesa de fundos e ETFs como veículos mais adequados, pela eficiência tributária de diferir imposto segurando ativos por muito tempo, pela diversificação internacional como 'legítima defesa' via ETFs amplos, e por teses específicas como BB Seguridade, Klabin e PRIO. No encerramento, cada convidado deixa um conselho: curadoria de fontes de informação, paciência com a volatilidade eleitoral e, no caso de Bruno Perini, leitura constante e multidisciplinar.
“Então, pra renda fixa, todo dia Black Friday.”
“Em todos os setores a gente vai encontrar ativo descontado. Então, não é a nuvem de pato gigantesca, só que tem pato manco ali. Você vai querer derrubar o pato manco?”
“Nunca vi humildade fazer vítimas fatais. Vamos tentar ser um pouquinho humilde.”
“Montanha russa subindo, você olha pro rosto de todos, em todos os carrinhos, você não sabe distinguir quem é que não tinha que tá ali, tá todo mundo sorrindo. Aí quando começa a descer, você vê quem é que não tinha que estar na montanha russa.”
“Se é ruim de postar, se eu posto um vídeo, não dá view, então é bom de comprar. E vice-versa.”
“Faça o melhor possível na condição que você tem até que você tenha condições de fazer algo ainda melhor.”