
#20821 de setembro de 2024 · 1h45min
Laís Araújo — Sócia-head da Portfel em Vitória (ES), planejadora financeira CFP e ex-aluna do Viver de Renda
Felipe Spritzer — Engenheiro de formação, CEO e fundador da Portfel, consultoria de investimentos do Grupo Primo
4 livros, na ordem em que aparecem na conversa.
Morra sem Nada
citado por Malu Perini
4:01A Psicologia Financeira
citado por Felipe Spritzer
30:21
Outlive
citado por Bruno Perini
54:17A Cigarra e a Formiga
citado por Bruno Perini
1:21:42Riqueza não é só dinheiro: é dinheiro, tempo e saúde — e morrer com patrimônio acumulado significa ter trocado energia vital por recursos que você nunca conseguiu converter em vida.
Calcule quanto você gastou no último ano e compare com o rendimento do seu patrimônio atual; se o rendimento já cobre seu custo de vida, pergunte-se por que ainda está trabalhando nesse ritmo e planeje uma experiência que você vem adiando para o 'quando eu me aposentar'.
O episódio 208 do Os Sócios discute as lições do livro "Morra Sem Nada", de Bill Perkins, que propõe uma filosofia contraintuitiva: em vez de acumular patrimônio até a morte, o objetivo seria usar o dinheiro em experiências enquanto ainda se tem saúde e vitalidade. Bruno Perini e Malu Perini recebem Laís Araújo e Felipe Spritzer, da Portfel, para destrinchar as nove regras do livro — de "maximize suas experiências positivas" a "assuma os maiores riscos quando tiver pouco a perder". A conversa passa por temas como dividendos de memórias versus dividendos financeiros, a importância de fazer intercâmbio e viagens cedo (todos relatam suas experiências), a polêmica sugestão do autor de pegar dinheiro emprestado quando jovem (ponto em que os convidados discordam), e a ideia de adiantar a herança em vida, quando o dinheiro tem maior impacto para os filhos. Discutem ainda ferramentas como previdência privada, fluxo de renda vitalício, risco de crédito de seguradoras e risco de longevidade. O grupo conclui que o livro é essencialmente sobre gestão de tempo, não sobre torrar dinheiro, e que ele serve para quem já construiu patrimônio e trabalha demais — nas mãos erradas (endividados ou jovens acomodados) pode ser "dinamite". Bruno defende a regra dos 4% como abordagem mais conservadora, mas reconhece que o convite central do livro — refletir sobre o emprego do tempo e sobre a riqueza como soma de dinheiro, tempo e saúde — é válido.
“Se você morre com dinheiro, você fez uma alocação errada da sua energia vital, você gastou mais energia vital do que você precisava.”
“O único medo que eu tenho é que esse livro nas mãos erradas vira uma arma.”
“Se você ama tanto seus filhos e quer deixar algo para eles, por que que você não doa em vida?”
“A minha avó com 80, mesmo que ela tenha dinheiro, ela não pode trocar pelas mesmas coisas que a gente com 30 e poucos.”
“É muito melhor ter a opção do que a obrigação de trabalhar.”
“Você tá preso, mas a algema é de ouro.”