
#31909 de outubro de 2026 · 1h50min
Edgard Corona — Fundador e chairman executivo do Grupo Smart Fit, engenheiro químico que criou a Bio Ritmo em 1996 e a Smart Fit em 2008
Toque no livro pra ver o que foi dito, ou no minuto pra ouvir.
163 pequenas coisas que fazem a diferença
citado por Edgard Corona
1:42:00O maior salto de um negócio raramente vem de uma ideia inédita: vem de olhar sem preconceito para o que todo mundo no mercado está criticando e ter coragem de ir até lá entender por que funciona.
Identifique o concorrente ou modelo de negócio que todos no seu setor desprezam mas que está crescendo em escala, e vá pessoalmente estudar como ele funciona em vez de aceitar a opinião consensual do mercado.
Edgard Corona, fundador e chairman executivo do Grupo Smart Fit, conta no podcast Os Sócios a trajetória que o levou da moda nos anos 70 e de 15 anos em usinas de açúcar até criar a maior rede de academias do Brasil. Ele detalha como a Bio Ritmo nasceu em 1996 depois de um acidente de esqui e da frustração com uma academia mal projetada da qual era sócio, e como a aposta em arquitetura diferenciada, processo de vendas importado dos EUA e maior densidade de alunos por metro quadrado (1,3 contra 0,4 dos concorrentes) criou uma vantagem competitiva estrutural. O ponto de virada veio em 2008, quando Corona, participando de 'round tables' com donos de academias americanos, percebeu que a Planet Fitness — criticada por todos como fadada à falência — já tinha 800 lojas cobrando US$10 por mês. Ele viajou até Dover, New Hampshire, entendeu o modelo e trouxe a ideia para o Brasil, abrindo as primeiras Smart Fit em 2009 com mensalidades de R$49 e R$69. O sucesso imediato exigiu capital: entrou o Pátria com R$70 milhões por 50% da empresa (avaliada em R$140 milhões), negócio que hoje vale cerca de R$14 bilhões em bolsa. A conversa ainda percorre a expansão internacional para 17 países (60% da receita vem de fora do Brasil), a quase-quebra durante a pandemia, o IPO salvador em 2021 com demanda de R$32 bilhões para uma oferta de R$2 bilhões, a atual bolha de oferta de academias no Brasil, o impacto das bets na renda do consumidor de baixo ticket, e reflexões sobre liderança, sucessão e cultura organizacional.
“Esconda a sua força e aguarde sua vez. Fica quieto aí, vamos trabalhar, vamos fazer mais.”
“Como é que alguém vai abrir 800 lojas e tá perdendo dinheiro? Não faz sentido nenhum.”
“O que quebra empresa é errar o cenário.”
“Eu tenho nos Estados Unidos 20 advogados e a operação é três vezes a do Brasil. No Brasil eu tenho 300.”
“Escreve como é que você acha que você vai ser lembrado. E eu não tinha o que escrever.”
“O cara mais importante do teu negócio não é teu cliente, é o cara que trata o teu colaborador.”