
#29423 de abril de 2026 · 2h18min
Tallis Gomes — Fundador, mentor e presidente do G4; fundou a Easy Taxi e a Singu (vendida à Natura em 2020), eleito pelo MIT o empreendedor mais inovador do mundo em 2017
5 livros, na ordem em que aparecem na conversa.

Metafísica
citado por Tallis Gomes
13:06
Crepúsculo dos Ídolos
citado por Bruno Perini
16:42
Ética a Nicômaco
citado por Tallis Gomes
36:57
As Leis Fundamentais da Estupidez Humana
citado por Bruno Perini
1:01:31A República
citado por Tallis Gomes
1:12:57Adotar uma tecnologia exponencial dentro de uma arquitetura linear produz ganho linear — o salto só vem quando você destrói e reconstrói o processo em volta dela.
Escolha um processo central da sua empresa e, em vez de 'encaixar IA' nele, redesenhe-o do zero assumindo que a IA já existe — pergunte-se quais camadas de decisão deixariam de ser necessárias.
Tallis Gomes, fundador do G4 e da Easy Taxi, conversa com Bruno e Malu Perini sobre a adoção de inteligência artificial nas empresas. Ele argumenta que a maioria das companhias está usando IA como as fábricas usaram energia elétrica no início do século XX: encaixando uma tecnologia exponencial em processos lineares. Segundo ele, o ganho real só vem quando se redesenha a arquitetura de produção — foi assim que o G4 saiu de R$ 9 milhões para R$ 104 milhões de geração de caixa em três anos, aumentando o OPEX em apenas 10%. Ele projeta o desaparecimento do middle manager, uma explosão no número de CNPJs e empresas faturando centenas de milhões com pouquíssimas pessoas. A conversa migra para política e filosofia. Usando Aristóteles (ato e potência, eudaimonia) como régua, Tallis defende que o Brasil é uma potência não realizada travada por um problema arquitetural de poder desde o golpe republicano de 1889. Ele se declara monarquista, cita Singapura, El Salvador e China como modelos de governo virtuoso de longo prazo, critica a democracia como sistema que promove os viciosos ao poder e defende pena de morte para crimes sem conserto. Fala também sobre aborto, renascimento católico e sua expectativa para as eleições de 2026. No fim, detalha a estrutura societária do G4: três sócios com um terço cada, mas 51% das ações votantes nas mãos dele — o que ele chama de 'ditadura benevolente'. Explica por que recusa rodadas bilionárias e um IPO: perderia a velocidade de decisão que construiu a empresa. Também aborda Bitcoin, stablecoins, liquidation preference e sua saída da Singu/Natura por divergência política.
“Eu peguei uma tecnologia exponencial e usei de forma linear, não usei de forma exponencial.”
“Uma empresa não é o que ela tem no balanço, ela é o movimento que ela faz internamente para transformar as suas potências em atos puros.”
“Tudo que tem uma regra, que tem uma fórmula, é substituível. O que não é substituível é aquilo que eu preciso ponderar.”
“O Brasil é uma potência não realizada. Tá faltando esses movimentos.”
“O lugar mais perigoso para um brasileiro não é andando no Rio de Janeiro de madrugada, é na barriga da própria mãe.”
“O IPO não deveria ser objetivo de ninguém. O IPO é um pedágio que você paga para chegar a algum objetivo.”
“Eu não caso para separar. Não existe esse papo entre a gente. Acabou, bora resolver o problema.”