
#18114 de março de 2024 · 1h45min
Felipe Santana — Cofundador da Paradigma Education, primeira empresa brasileira de research 100% focada em cripto, e professor do Viver de Renda Cripto
Chico Sanches — Pesquisador na Paradigma Education, vive de cripto e esteve em expedição a El Salvador, o país do Bitcoin
3 livros, na ordem em que aparecem na conversa.

O Padrão Fiduciário
citado por Bruno Perini
20:09
O Padrão Bitcoin
citado por Felipe Santana
38:35
How to Lie with Statistics
O Bitcoin é um dinheiro programado para ganhar poder de compra no longuíssimo prazo — então, décadas à frente, as especulações sobre topo de ciclo e halving praticamente não importam; o que importa é conhecimento e convicção para aguentar a volatilidade.
Defina hoje qual percentual do seu patrimônio faz sentido alocar em cripto (acima de zero, mas pequeno o bastante para você dormir), separe no máximo 2% a 5% desse valor para ativos de altíssimo risco e crie uma carteira 'descartável' para interagir com protocolos e caçar airdrops sem expor seus fundos principais.
No episódio 181 de Os Sócios, Bruno e Malu Perini recebem Felipe Santana e Chico Sanches, da Paradigma Education, para discutir o momento do Bitcoin após sucessivas máximas históricas. A conversa começa com a dúvida central: ainda dá tempo de comprar ou já é hora de vender? Ambos os convidados argumentam que o ciclo está acelerado — pela primeira vez o Bitcoin rompeu a máxima histórica antes do halving — mas que ainda há 'chão pela frente', com cenários de topo entre o fim de 2024 e o fim de 2025. O papo passa pelos fundamentos: o que é o Bitcoin como 'uma ideia cujo tempo chegou', a lógica da descentralização e dos cerca de 50 mil nós, o halving e o corte pela metade da emissão, o conceito de vendabilidade espacial e temporal de Saifedean Ammous, e a discussão sobre stock-to-flow — que para eles hoje funciona mais como narrativa e propaganda do que como impacto econômico real. Os ETFs à vista aprovados nos EUA aparecem como a grande novidade estrutural do ciclo, com compras diárias muito acima do que é minerado. Na parte final, falam de altcoins, memecoins (Pepe, Dogecoin, WIF), da 'navalha de Musk' segundo a qual o desfecho mais divertido é o mais provável, de airdrops como a oportunidade mais assimétrica do mercado, de golpes e autocustódia, de El Salvador e Bukele, do risco de confisco dos Bitcoins travados em ETFs e da estratégia alavancada de Michael Saylor, comparada à de Hugo Stinnes na hiperinflação alemã.
“Esse mercado não costuma perdoar quem entra sem conhecimento e sem convicção.”
“O Bitcoin é talvez a maneira mais eficiente que a gente encontrou até hoje de transportar valor no espaço e no tempo.”
“Na verdade não existem no coiners, somente pré-coiners. Pré-coiner é aquele que ainda não aceitou o Bitcoin na sua vida, mas vai chegar lá.”
“Quando é ruim de postar, é bom de comprar.”
“A habilidade mais valiosa, na minha visão, no mundo cripto que você pode ter é a curiosidade, porque cripto costuma pagar muito bem quem é curioso.”
“Meu comentário final é que pode ficar muito pior do que você imagina, para cima e para baixo.”