
#31617 de setembro de 2026 · 2h01min
Guilherme Gomes — Formado em direito pela USP com MBA pela Universidade da Califórnia, fundador e CEO da Oranje BTC, primeira companhia listada na B3 com estratégia 100% voltada ao Bitcoin
Fernando Ulrich — Administrador com especialização em escola austríaca de economia, autor do livro 'Bitcoin: a moeda na era digital' e membro do Conselho de Administração da Oranje BTC
Felipe Sant'Ana — Cofundador da Paradigma, primeira empresa brasileira de research focada 100% em cripto, e coprodutor do primeiro documentário sobre a rede Ethereum
2 livros, na ordem em que aparecem na conversa.
Bitcoin: a moeda na era digital
citado por Malu Perini
4:02Se Alguém Construir Isso, Todos Morrem
citado por Bruno Perini
1:49:10Não existe sininho avisando o fundo — e se existisse, ele tocaria para todo mundo ao mesmo tempo; por isso compre de forma recorrente e aceite estar mais perto do fundo do que do topo em vez de tentar acertar o ponto exato.
Defina hoje um valor fixo de compra recorrente de Bitcoin e, em paralelo, diversifique a forma de exposição entre autocustódia, ETF e treasury company — não deixe todos os ovos numa cesta nem seja seu próprio ponto único de falha.
No episódio 316 do podcast Os Sócios, Bruno e Malu Perini recebem Guilherme Gomes (CEO da Oranje BTC), Fernando Ulrich (autor e conselheiro da Oranje BTC) e Felipe Sant'Ana (cofundador da Paradigma) para discutir se o mercado de alta do Bitcoin já começou. O trio debate a validade dos ciclos de quatro anos, apontando que o fundo provavelmente já passou (por volta dos US$ 58 mil) e que, mesmo que não tenha passado, estamos muito mais perto do fundo do que do topo. Todos convergem para a mesma recomendação prática: comprar de forma recorrente em vez de tentar acertar o fundo exato, já que não existe 'sininho' nem bala de prata (nem o MVRV funcionou como nos ciclos anteriores). A conversa avança para a institucionalização do Bitcoin: a dívida de R$ 210 milhões captada pela Oranje com o Itaú (CDI + 1,85%, sem pagamento de juros durante o prazo), o Bitcoin como colateral líquido e de execução instantânea, as ações preferenciais criadas por Michael Saylor pagando 12% ao ano em dólar, e o lançamento do ETF DIG11 na B3, desenhado para render 18-19% ao ano em reais. Discutem também as Bitcoin Treasury Companies — muitas quebraram ou venderam no fundo por falta de convicção e má gestão de balanço — e a comparação entre autocustódia, ETFs e treasury companies, com Guilherme argumentando que uma treasury bem administrada aumenta o Bitcoin por ação ao longo do tempo (21% em um ano), enquanto o ETF corrói a posição pela taxa. O bloco final trata dos riscos: o hack da Coldcard (chamado por Felipe de '11 de setembro dos bitcoiners'), a diferença entre código auditável e código auditado, o papel da IA em encontrar vulnerabilidades antigas, a computação quântica e, por fim, uma longa digressão sobre risco existencial da inteligência artificial, bolha de IA, o endividamento global e a tese macro de desvalorização inexorável das moedas fiduciárias. Previsões: Ulrich projeta US$ 3 milhões por Bitcoin em 2045 (~20% ao ano) e Felipe espera topo do próximo ciclo entre US$ 200 mil e 400 mil, com amplitudes cada vez menores.
“Se a gente não chegou no fundo, estamos muito mais perto do fundo do que do topo.”
“Se você esperar o sininho balançar na sua frente, a hora que ele balança na sua frente, ele balança para todo mundo.”
“Esse incidente da Coldcard nos mostrou que o aparelho ou o código ser auditável é muito diferente dele ser auditado de fato pelas pessoas.”
“Eu escrevi que foi o 11 de setembro dos bitcoiners, foi um incidente que fez os bitcoiners repensarem o quanto que eles estão dispostos a abrir mão de soberania em prol de um pouquinho mais de segurança.”
“Eu não sei qual é a taxa exata, mas eu sei que a direção é para baixo, seguirão afundando as moedas e aí tudo precificado nelas tende a valorizar.”
“Qual foi a conclusão dele? Vai ser mais fácil chegar a Marte do que cortar a despesa do governo.”
“Quando tá ruim de falar é bom de comprar. Quando a audiência de algo sobre criptomoeda é baixa e os comentários são 'ainda tá nesse negócio de Bitcoin', aí é perfeito para comprar.”