
#24208 de maio de 2025 · 1h44min
Talita Dal Bó — Designer de moda, empresária e professora, criadora do método Capital Visual, com mais de 55 mil alunas em 49 países.
Gustavo Balbi — Uma das principais referências em estilo masculino, mentor e influenciador que trabalhou na Gucci e transformou sua história em case de sucesso.
Toque no livro pra ver o que foi dito, ou no minuto pra ouvir.

Em Nome do Povo
citado por Bruno Perini
4:23O mundo trata melhor quem se veste bem: a roupa não muda seu caráter, mas muda a percepção que o outro tem de você — e isso abre ou fecha portas antes de qualquer palavra.
Escolha uma peça-chave para amanhã, escreva três palavras do que você quer comunicar naquele dia e monte o look todo em cima dessa peça — e aproveite para separar as roupas que precisam de ajuste de barra ou caimento.
No episódio 242 do Os Sócios, Bruno e Malu Perini recebem Talita Dal Bó, designer de moda e criadora do método Capital Visual, e Gustavo Balbi, referência em estilo masculino, para discutir como a forma de se vestir impacta renda, autoridade e autoestima. Os convidados defendem que vestir-se bem não é sobre estar bonito ou seguir tendências, mas sobre intencionalidade: comunicar com clareza aquilo que você quer que o outro perceba antes de você abrir a boca. A conversa passa pelos 'sabotadores visuais' (roupa amassada, calça rasgada, meia soquete, tênis sujo, cabelo sempre molhado, alcinha fina no ambiente corporativo), pelas peças essenciais para montar um guarda-roupa funcional (as 12 peças que geram 56 combinações, no caso masculino), pela importância do ajuste e da barra, pela psicologia das cores e pelo conceito de alto e baixo contraste. Ambos relatam suas próprias transformações: Talita se vestia mal e vendeu curso para apenas cinco pessoas até mudar a própria imagem; Gustavo saiu da venda de peixe frito na praia até se tornar mentor de estilo, e conta ter sido barrado em restaurante em Paris por causa da roupa. O episódio também aborda quando vale investir em peças caras (a peça se paga com uso), o problema das falsificações, a diferença de dress code entre Rio e São Paulo, acessórios, simetria facial, linguagem corporal e o papel da barba e do cabelo na percepção de credibilidade. A tese central: moda não é futilidade, é capital visual — e quem não cuida da embalagem deixa de monetizar o próprio conhecimento.
“O mundo trata melhor quem se veste bem, e independente do lugar do mundo, queira você ou não. A roupa não muda meu caráter, mas vai mudar a percepção que o Bruno tem sobre o Balbi.”
“A gente precisa ser intencional para não ser convencional, que eu acho que é onde a maioria peca.”
“Eu conheço mulheres que têm pós-graduação, doutorado e não conseguem monetizar aquilo tudo que investiram, porque você olha para ela e nunca vai dizer que ela tem todo esse conhecimento.”
“Se fosse ensinado na escola investimento e uma boa imagem, a pessoa entraria no mundo com uma percepção diferente sobre ela mesma.”
“Eu sempre falo para todo mundo que a peça se paga com uso. Se eu compro um tênis de R$ 500 e eu uso muito, e um de R$ 300 que eu uso nada, o de R$ 300 ficou muito mais caro.”
“Eu achava moda futilidade, eu fazia enfermagem na federal e eu detestava moda, me vestia muito mal porque eu achava que era futilidade. Mas depois que eu entendi, muda o game, mudou a minha vida.”