
#31220 de agosto de 2026 · 1h50min
Rafael Nogueira — Historiador, filósofo e professor; ex-presidente da Fundação Biblioteca Nacional (2019-2022) e candidato a deputado federal por Santa Catarina pelo Partido Novo
16 livros, na ordem em que aparecem na conversa.
Carta de Pero Vaz de Caminha
citado por Rafael Nogueira
11:29Autos da Devassa
citado por Rafael Nogueira
24:54
A Riqueza das Nações
citado por Rafael Nogueira
30:11
Genocídio Americano: A Guerra do Paraguai
citado por Rafael Nogueira
43:26A Guerra do Fim do Mundo
citado por Bruno Perini
1:05:14
Os Sertões
citado por Rafael Nogueira
1:06:30
1808
citado por Bruno Perini
1:10:22
1889
citado por Bruno Perini
1:10:22
1822
citado por Bruno Perini
1:10:22
Sobre a Violência
citado por Rafael Nogueira
1:19:23Asas da Loucura
citado por Bruno Perini
1:22:22Sherlock Holmes
citado por Bruno Perini
1:26:16O Fim da História e o Último Homem
citado por Rafael Nogueira
1:29:04História do Brasil
citado por Rafael Nogueira
1:44:24História do Brasil
citado por Rafael Nogueira
1:44:36História do Brasil Nação
citado por Rafael Nogueira
1:45:10História não é uma coletânea de abusos para alimentar ressentimentos atuais: é uma ciência de documentos e contexto — e um país que só aprende a se envergonhar do próprio passado perde a autoestima necessária para existir como nação.
Escolha um episódio da história do Brasil que você acha que conhece (como a chegada de Cabral) e vá ler a fonte primária — a Carta de Pero Vaz de Caminha está disponível gratuitamente — comparando com a versão que te ensinaram na escola.
No episódio 312 do Os Sócios, Bruno e Malu Perini recebem o historiador, filósofo e professor Rafael Nogueira para discutir o que a escola não ensina sobre a história do Brasil. Nogueira explica por que o ensino de história virou, segundo ele, uma militância inconsciente — antes marxista, hoje identitária/woke — que transforma o passado numa coletânea de abusos e ressentimentos, em vez de um trabalho rigoroso com fontes e documentos. Ele defende que a história tem rigor científico e até falseabilidade, citando a carta de Pero Vaz de Caminha e outros registros sobre a chegada de Cabral, que teria sido pacífica e diplomática, ao contrário da versão escolar. A conversa percorre figuras centrais da nossa história: Tiradentes (que ele considera ter real heroísmo, apesar de alçado a símbolo pelos republicanos), Dom João VI ("não tinha Brasil sem ele" — abriu os portos, trouxe a biblioteca, fundou Banco do Brasil, unificou o território), Leopoldina (peça-chave da Independência e esquecida), Dom Pedro I (impetuoso e mulherengo), Dom Pedro II (o melhor governante que o Brasil já teve, estudioso, austero com dinheiro público, admirado mundo afora) e a Princesa Isabel. Nogueira critica duramente a proposta de devolver o canhão El Cristiano ao Paraguai, lembrando que os paraguaios invadiram o Mato Grosso e derreteram sinos de igrejas para fabricá-lo, e ataca a versão ideológica da Guerra do Paraguai difundida por Chiavenato. Na parte final, ele argumenta que a República nasceu como obra dos escravistas não indenizados, lista as guerras civis brasileiras que evitamos nomear (Canudos, Contestado, Revolta da Armada, 1932), discute oligarquias geográficas e institucionais, defende que a polarização atual é democracia mais autêntica e não menos, e propõe um federalismo radical com unidade nacional preservada. Encerra recomendando coleções de história do Brasil de Rocha Pombo, Pedro Calmon e autores contemporâneos.
“Se você só está preocupado em ver qual que é a treta dali que a gente pode atualizar, cara, você estragou a história.”
“Na escola a criança não está ali para ficar com os teus valores, com as tuas ideias. Ali você tem que elevar a capacidade cognitiva da criança.”
“Não tinha Brasil sem ele. É impossível ter Brasil sem ele.”
“A república é a obra dos escravistas. Foram os escravistas bravos por não terem sido indenizados.”
“Ou o Brasil resgata isso nas escolas ou o Brasil vai se dissolver, vai acabar, não tem futuro pro Brasil.”
“Imagina quão raro e valioso é um livro escrito antes da IA.”