
#18909 de maio de 2024 · 1h44min
Felipe Spritzer — Engenheiro de formação, CEO e fundador da Portfel, consultoria de investimentos do Grupo Primo
Giovana Naya — Sócia da Portfel responsável por wealth planning, advogada e professora especialista em planejamento sucessório e tributário
3 livros, na ordem em que aparecem na conversa.
Pai Rico, Pai Pobre
citado por Bruno Perini
3:32Os Segredos da Mente Milionária
citado por Bruno Perini
25:28
Casais Inteligentes Enriquecem Juntos
citado por Bruno Perini
25:30Ativo é o que coloca dinheiro no seu bolso e passivo é o que tira — e a maior parte do que a classe média chama de patrimônio (casa financiada, carro caro) é passivo disfarçado.
Faça hoje a conta do seu próprio balanço: liste tudo que você possui e classifique cada item como ativo (gera renda) ou passivo (gera despesa) — e verifique se há prejuízos acumulados em ações ou fundos imobiliários que você pode usar para compensar lucros e deixar de pagar DARF.
No episódio 189 do podcast Os Sócios, Bruno e Malu Perini recebem Felipe Spritzer e Giovana Naya, sócios da Portfel, para discutir as lições do clássico 'Pai Rico, Pai Pobre', de Robert Kiyosaki. A conversa começa com cada um compartilhando se teve um 'pai rico' na vida — e todos concluem que seus pais misturavam comportamentos dos dois espectros: incentivavam o estudo e a construção de patrimônio, mas também pregavam a segurança do emprego fixo ou do concurso público. O grupo debate a definição de ativo e passivo proposta pelo livro (ativo coloca dinheiro no seu bolso, passivo tira), aplicando-a a casas e carros, e discute o erro brasileiro de comprar imóvel alavancado sem fazer conta. Giovana explica o capítulo sobre sociedades anônimas e impostos, mostrando o que é aplicável no Brasil: holdings, lucro real, compensação de lucros e prejuízos, previdência privada (PGBL), ETFs de renda fixa e isenções simples que qualquer pessoa pode usar. Felipe reforça que economizar imposto legalmente não é sonegar e que aumentar tributação costuma recair sobre a classe média. Há também críticas ao autor: a parte sobre ações, com promessas de ganhos rápidos e consistentes, vai contra os dados; e a leitura distorcida da história de Robin Hood, que na verdade tirava do Estado, não dos ricos. O episódio fecha com o valor das vendas e da oratória como habilidades essenciais, a importância da doação e da iniciativa privada (no contexto das enchentes do Rio Grande do Sul) e uma defesa da faculdade combinada com prática.
“No Brasil é muito mal visto falar que você quer ser rico, é quase um crime. As pessoas veem isso como algo feio quando não é algo feio, na verdade é algo admirável você querer construir um negócio, ajudar as pessoas, crescer.”
“A maioria das pessoas passa a vida pagando por uma casa que ela nunca vai ter.”
“O brasileiro é horrível em conta, ele não faz conta.”
“A cada 100 pessoas que você fala, 99 você fracassa e uma você vende. Esse é o verdadeiro trabalho do guerreiro.”
“Quando você aumenta a taxação de um determinado país isso não recai sobre os ricos, isso recai sobre a classe média e os pobres.”
“Nesse aspecto eu sou um Robin Hood, porque eu diminuo o valor de impostos pagos.”