
#10120 de outubro de 2022 · 2h23min
Bruno Garschagen — Cientista político, autor de 'Direitos Máximos, Deveres Mínimos' e 'Pare de Acreditar no Governo' e criador do curso Para Entender a Política
Andressa Bravin — Cientista política com mais de 10 anos no Congresso, comentarista, conselheira do Ranking dos Políticos e produtora de conteúdo
6 livros, na ordem em que aparecem na conversa.
Pare de Acreditar no Governo
citado por Bruno Perini
2:32Direitos Máximos, Deveres Mínimos
citado por Bruno Perini
2:32O Mito do Eleitor Racional
citado por Bruno Garschagen
25:41A Lei
citado por Bruno Perini
32:10O Caminho da Servidão
citado por Bruno Perini
1:24:51
O Conde de Monte Cristo
citado por Andressa Bravin
2:10:22Antes de escolher entre duas figuras políticas que você talvez rejeite, tire as pessoas da equação e compare os dois projetos de país — porque é no projeto, não na simpatia, que sua vida será decidida.
Pegue os programas e as diretrizes de governo dos dois candidatos, compare ponto a ponto economia, educação, segurança e pauta de costumes, e decida seu voto pelo projeto — e não pela figura ou pela rejeição.
No episódio 101 do Os Sócios Podcast, Bruno Perini e Malu Perini recebem novamente o cientista político Bruno Garschagen e a cientista política Andressa Bravin para analisar o cenário eleitoral brasileiro entre o 1º e o 2º turno de 2022. A conversa começa com uma reflexão histórica sobre a chamada polarização no Brasil — Garschagen argumenta que, mais do que polarização, o país vive hoje um pluralismo inédito de visões políticas, ainda que o debate eleitoral se reduza a duas figuras: Lula e Bolsonaro. Os convidados discutem o 'mito do eleitor racional', a incoerência entre votos para governador, presidente e deputado, o caso do apoio de João Amoedo a Lula e o histórico real do Partido Novo, além do peso do Congresso eleito, do orçamento secreto e da diferença entre ele e esquemas como mensalão e petrolão. Andressa Bravin relata bastidores do Congresso, trackings internos de partidos que mostravam Lula estagnado e Bolsonaro subindo, e o papel decisivo do engajamento de Romeu Zema em Minas Gerais. A segunda parte do episódio trata da atuação do TSE, do aumento do poder de remoção de conteúdo em três horas, dos direitos de resposta desproporcionais concedidos a Lula e dos riscos de censura e de abertura de precedentes. Encerram avaliando cenários pós-eleição: ambos descartam guerra civil ou intervenção militar, mas temem retrocessos econômicos e de pautas morais, lembrando que o Brasil tem suas próprias mazelas históricas (como o governo Sarney e o governo Dilma) e não precisa 'virar Venezuela' para dar errado.
“Eu acho que eu consigo trabalhar bem política porque a política não é tão importante na minha vida.”
“Se você quer errar na política, pegue os números e tente explicar a política a partir dos números. Não é assim que se faz.”
“Quando nós estamos diante de decisões importantes é que nós não temos que ser cerceados de receber as informações.”
“Nunca se mente tanto quanto antes de uma eleição, durante uma guerra e após uma caçada.”
“Tirem da equação o Lula e o Bolsonaro, as figuras. Olhe para os dois projetos e escolha entre um dos dois, porque são dois projetos absolutamente distintos.”
“O comunismo não vai ser um golpe. Um belo dia você vai acordar e vai estar vivendo num país socialista.”