
#5910 de março de 2022 · 1h44min
Valeska Bruzzi — Formada em direito, ex-procuradora, empreendedora e infoprodutora especialista em marketing de relacionamento e conteúdo, criadora do curso 100 Passos
Talita Dal Bó — Designer de moda há 14 anos, consultora de imagem profissional e criadora do Capital Visual e do curso Combinando Cores
Toque no livro pra ver o que foi dito, ou no minuto pra ouvir.
Antifrágil
citado por Bruno Perini
15:11Não basta ser bom, é preciso parecer bom: em três segundos sua imagem já comunicou antes de você abrir a boca — e você decide se ela vai ser pombo-correio ou Ferrari da sua mensagem.
Identifique hoje a pessoa com mais autoridade no seu mercado e faça uma análise detalhada da imagem dela (cores, formas, acessórios, postura), listando quais elementos fazem sentido para você e para o seu público — e comece a aplicar um deles.
No episódio 59 do Os Sócios Podcast, Bruno e Malu Perini recebem Valeska Bruzzi e Talita Dal Bó para uma conversa sobre arquétipos e imagem pessoal. Valeska explica a origem do conceito em Carl Jung — as imagens primordiais do inconsciente coletivo — e como, nos anos 60/70, 12 arquétipos foram selecionados para aplicação em marketing. A dupla percorre todos eles (herói, fora da lei, mago, inocente, cara comum, cuidador, explorador, sábio, amante, bobo da corte, criador e governante), dando exemplos de marcas (Nike, Nubank, Dove, Disney) e figuras públicas (Thiago Nigro, Lula, Collor, Manuela D'Ávila, João Doria). Talita apresenta sua abordagem do Capital Visual, defendendo que arquétipos são princípios e não regras: usá-los como "tempero" na comunicação, sem virar personagem engessado. Ela compara a imagem a um envelope com endereço — se o endereço estiver errado, a mensagem não chega ao público certo. Todos compartilham histórias pessoais de transformação: Talita vendeu cinco cursos quando sua imagem não era congruente com o conteúdo; Valeska saiu de 40 mil seguidores e cursos de R$ 67 para mentoria de R$ 15 mil após reposicionar imagem e comunicação; Malu passou a vender muito mais após sua consultoria de imagem em 2017. A conversa também aborda a resistência das pessoas em aceitar que aparência importa, com Bruno argumentando que usar Mark Zuckerberg ou Steve Jobs como exemplo é tomar a exceção como regra, e trazendo referências históricas (a hetera Frineia em Atenas, a frase sobre a mulher de César) para mostrar que o julgamento pela aparência é antigo e evolutivamente enraizado. Encerram com dicas práticas: definir público-alvo, buscar referências de quem já tem autoridade no mercado e observar detalhes de caimento e cor.
“A gente não mudou muito, a gente só ficou mais hipócrita. Porque a gente continua julgando as pessoas pela aparência.”
“Você vai decidir se é pombo correio ou é uma Ferrari para levar essa mensagem adiante.”
“Quando é um exemplo que encoraja a preguiça, as pessoas adoram, mas quando é um exemplo que dá trabalho, aí ninguém quer.”
“Não adianta só ser boa, você precisa parecer. Porque se você é boa, como que eu vou saber se você não abrir a boca e me contar? Mas como que você vai me contar com três segundos?”
“Depois que você for o que você quer ser, você pode usar o que quiser que as pessoas vão se conectar.”