
#9629 de setembro de 2022 · 1h37min
Daniella Marques — Presidente da Caixa Econômica Federal, ex-secretária especial de produtividade e competitividade do Ministério da Economia
Não existe bala de prata para transformar um país: é o conjunto de reformas, marcos regulatórios e disciplina fiscal que cria o vento favorável — e basta pouco para colapsá-lo de volta.
Aplique a regra número um das finanças hoje, no nível pessoal: não gaste mais do que ganha e comece a construir uma poupança de futuro, mesmo que minimamente — e, se você é micro ou pequeno empreendedor informal, verifique que formalizar como MEI não faz você perder o Auxílio Brasil.
Neste episódio #96 de Os Sócios, Bruno e Malu Perini recebem Daniella Marques, presidente da Caixa Econômica Federal e ex-secretária especial de produtividade do Ministério da Economia, para discutir se o Brasil é mesmo "o país do futuro". Daniella conta como saiu do mercado financeiro — onde era sócia de Paulo Guedes na Bozano Investimentos — para servir no governo, movida pelo desejo de contribuir com uma agenda econômica liberal após anos de expansão de gasto público. A conversa percorre os principais avanços da equipe econômica: reforma da previdência de R$ 1 trilhão, lei da liberdade econômica, mais de dez marcos regulatórios (saneamento, gás, startups, cabotagem), independência do Banco Central e a reforma administrativa digital que levou o Gov.br a mais de 130 milhões de usuários. Daniella defende que não há "bala de prata": foi o conjunto de ações que levou o país do déficit histórico a um superávit primário de quase R$ 73 bilhões, com a maior população ocupada da história e desemprego em queda, mesmo com juros subindo. Na segunda parte, ela detalha sua visão para a Caixa: um banco social de 148 milhões de clientes que precisa deixar de ser apenas operador de programas sociais e passar a fazer orientação financeira e estímulo ao empreendedorismo como porta de saída da pobreza. Fala do projeto com a CUFA dentro das favelas, da necessidade de um "choque digital" no banco, da posição sobre privatizações (Correios, Petrobras, Eletrobras) e encerra com sua visão sobre o papel da mulher na economia.
“Talvez o auge seja lá e o auge não é quanto você ganha, é o que você faz.”
“Eu não aceito julgamento de ninguém, a não ser o da minha própria consciência, e eu sei que eu fui lá para servir e me doar.”
“A gente pode se orgulhar de ser uma geração que pagou pela sua própria guerra e não deixamos a conta para os nossos filhos e netos.”
“Dinheiro não tem carimbo não, nem lado. Um dólar é um dólar e um real é um real em qualquer lugar do mundo.”
“Eu não sei quem vai ganhar a eleição, mas provavelmente esse cara que ganhar vai ter condição de ser um governante muito popular, porque o vento tá a favor do Brasil.”
“Mulher para mim é força, não é vítima.”