
#13104 de maio de 2023 · 1h54min
Guilherme Freire — Professor e mestre em filosofia, ex-coordenador de empreendedorismo do Paraná e ex-secretário da Juventude, sócio-fundador do Em Busca da Verdade
16 livros, na ordem em que aparecem na conversa.
Sapiens
citado por Bruno Perini
16:44
Vidas Paralelas
citado por Bruno Perini
31:41A Grande Aposta
citado por Guilherme Freire
41:07Duna
citado por Guilherme Freire
53:49
Ilíada
citado por Bruno Perini
57:55
Ética a Nicômaco
citado por Guilherme Freire
1:03:49Eneida
citado por Guilherme Freire
1:03:57
Odisseia
citado por Guilherme Freire
1:03:57A Cidade de Deus
citado por Guilherme Freire
1:04:03
O Príncipe
citado por Guilherme Freire
1:07:49
Divina Comédia
citado por Guilherme Freire
1:14:23O Caminho da Servidão
citado por Bruno Perini
1:15:26Liberdade ou Igualdade
citado por Guilherme Freire
1:17:25O Livro dos Cinco Anéis
citado por Guilherme Freire
1:29:28
Crítica da Razão Pura
citado por Guilherme Freire
1:36:19A Vida Intelectual
citado por Guilherme Freire
1:44:45Grande líder não nasce predestinado: ele se constrói dominando primeiro o próprio corpo, depois a mente, depois a família e só então a empresa — e decai quando troca o sacrifício pelo conforto.
Bloqueie hoje na sua agenda dois horários fixos e inegociáveis: uma hora de exercício físico e uma hora de leitura de um clássico — porque o que não está na agenda não é real.
Neste episódio, Bruno e Malu Perini recebem o filósofo Guilherme Freire para discutir o que os grandes líderes da história — Alexandre, o Grande, Júlio César, Carlos Magno e Cristo — podem ensinar sobre liderança hoje. Guilherme traça um paralelo entre os ciclos de governo da filosofia clássica (monarquia, aristocracia, república, oligarquia, democracia, tirania) e o ciclo de vida das empresas: toda empresa nasce como uma 'monarquia heroica', amadurece ao se cercar dos melhores e cria caminhos claros de ascensão por mérito, e decai quando vira oligarquia — muita gente mandando e ninguém com responsabilidade. A conversa percorre a formação de Alexandre por Aristóteles, o episódio em que César queima as cartas dos adversários para unificar Roma, o sacrifício como marca dos grandes homens e o quadro de Rembrandt 'Aristóteles contemplando o busto de Homero' como símbolo da escolha entre apego aos bens e legado eterno. Também discutem a crise de valores contemporânea, o diagnóstico de Hannah Arendt sobre a crise de tradição, autoridade e religião, hierarquia versus igualdade, descentralização, Bitcoin e o medo atual de quem se destaca. Na parte final, o foco vira prático: Guilherme defende que o primeiro passo para dominar a mente é dominar o corpo, e propõe uma rotina concreta — exercício e luta diários, corte de vícios (pornografia, drogas, excesso de açúcar e óleos vegetais), duas horas de leitura de clássicos por dia e rituais fixos de agenda para família e relacionamento. Bruno fecha comparando tudo ao poder dos juros compostos aplicados a saúde, conhecimento e relacionamentos.
“O primeiro passo para dominar a mente é dominar o corpo.”
“Não existe nada que você consegue realizar de bom se você não tiver uma certa disposição para o sacrifício.”
“Eles não são nossos inimigos. Nós ganhamos, só tem uma Roma.”
“Se eu não tô na agenda, não é real.”
“Tem gente que quer governar o mundo sem ter arrumado a cama.”
“Cada escolha ruim que você faz nesse dia não tem peso nenhum. Agora faça escolhas ruins durante 10 anos para ver se não tem o peso.”