
#8325 de julho de 2022 · 1h52min
Giovanna Mel — Jornalista especialista em comunicação e oratória, criadora do curso Oratória Direto ao Ponto, com mais de 10.000 alunos
Luis Vabo — Engenheiro, mestre em administração, professor do Link School of Business, palestrante especializado em people skills e autor de 'Falar em Público é Para Você'
6 livros, na ordem em que aparecem na conversa.

Vidas Paralelas
citado por Bruno Perini
17:21Falar em Público é Para Você
citado por Luis Vabo
20:21Filípicas
citado por Bruno Perini
30:33O Herói de Mil Faces
citado por Bruno Perini
1:24:16Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas
citado por Luis Vabo
1:27:32A Arte de Ter Razão
citado por Luis Vabo
1:28:56Oratória não é dom, é treino — e como o público percebe muito mais a forma do que o conteúdo, o maior salto vem de dominar a embalagem da mensagem sem perder a própria autenticidade.
Ouça seus três últimos áudios de WhatsApp e conte quantos vícios de linguagem ('né', 'tipo assim', 'éé') você usou — é o primeiro passo de autopercepção para começar a eliminá-los respirando e fazendo pausas.
No episódio 83 do Os Sócios Podcast, Bruno e Malu Perini recebem a jornalista e especialista em comunicação Giovanna Mel e o professor e palestrante Luis Vabo para discutir oratória como habilidade treinável. A conversa começa situando a importância histórica da boa comunicação — de Júlio César e Cícero a Demóstenes — para mostrar que hoje, na era digital, falar bem virou diferencial competitivo em qualquer profissão, não só na política. Os convidados destrincham a origem do medo de falar em público (ligado ao instinto ancestral de estar sozinho e exposto), explicam que técnica é o antídoto concreto para o medo abstrato e apresentam ferramentas práticas: preparação e treino repetido, exercício da caneta BIC entre os dentes, subir escadas falando, respiração e pausas, controle dos vícios de linguagem, uso das mãos dentro de uma 'caixa imaginária', pés fixos no chão e contato visual em blocos. Reforçam que a forma pesa muito mais que o conteúdo na percepção do público (93% contra 7%, segundo o estudo de Albert Mehrabian) e que o entusiasmo vale metade da nota numa avaliação de oratória. A segunda metade aborda storytelling (estrutura de conexão, clímax com vilão e conclusão), os três pilares da oratória de Steve Jobs, técnicas de improviso (ganhar tempo agradecendo, estruturas mentais como passado-presente-futuro), influência e persuasão, a 'escutatória' de Rubem Alves, os impactos da pandemia e das redes sociais na comunicação das novas gerações, e fecham com referências de oradores para estudar. A mensagem final: oratória não é dom, é treino.
“Oratória não é dom, oratória é treino. Então bora colocar essa oratória para jogo.”
“A mulher de César não basta ser honesta, ela tem que parecer honesta.”
“Palavras são apenas 7% de uma comunicação, enquanto o tom de voz e a linguagem corporal representam 93%.”
“Eu sempre falo isso, que oratória é sobre servir ao outro. Quando você entende que o mais importante é você comunicar, passar mensagem, e não sobre como você tá ou o que os outros vão achar de você, pronto, aí sim você comunica.”
“Sempre vejo anunciados os cursos de oratória, nunca vi anunciados cursos de escutatória. Todo mundo quer aprender a falar, ninguém quer aprender a ouvir.”
“Menos é mais e a simplicidade é o último grau da sofisticação.”