
#6905 de maio de 2022 · 1h45min
Edson Benati — CEO e sócio da Vibrio, responsável pela operação e desenvolvimento de produtos
Danielle Noce — Fundadora e CEO da The Brain, sócia da Vibrio e CEO da marca de roupas Aura Nua
Marcela Fernandes — Sexóloga da Vibrio e esposa de Edson Benati
Raul Sena — CEO e fundador do Investidor Sardinha e sócio da Vibrio
Um mercado que parece saturado pode estar apenas mal comunicado: a Vibrio não disputou os 5% que já compravam em sex shops, criou demanda nos 95% que fingiam que sexo não existe, trocando vulgaridade por educação e bem-estar.
Se você está num relacionamento longo e percebeu queda de libido, lubrificação ou desejo, pare de aceitar o 'é normal': procure um profissional para avaliar seus hormônios e comece a reintroduzir contato físico e novidade na relação ainda hoje.
No episódio 69 (número sugestivo e nada coincidente) do Os Sócios Podcast, Bruno e Malu Perini reúnem os sócios da Vibrio — Edson Benati, Danielle Noce, Raul Sena — e a sexóloga Marcela Fernandes para contar a história do sex shop criado em 2021. A conversa começa com a origem da ideia: Edson apresentou um modelo de negócio de sex shop ao Raul em 2018 e foi rejeitado ('você é burro?'), até que Raul descobriu que Malu ganhava de 10 a 15 mil reais por mês apenas divulgando links de um sex shop de terceiros. A partir daí nasceu a proposta de uma marca sóbria, elegante e discreta, batizada de Vibrio por um erro de leitura da Malu (o nome original era Vibria, e Vibrio é uma bactéria que causa cólera, o que gerou meses de batalha de SEO). O grupo conta o caos do dia do lançamento: os cenários de venda eram chamados de P, M, G e 'absurdo', e o cenário absurdo foi rompido em minutos. Venderam mais de 7.000 unidades do mini bullet no primeiro dia, esgotando todo o estoque disponível no Brasil, e tiveram que comprar produto no varejo e desviar containers de importação para honrar as entregas. A segunda metade do episódio é educativa: Marcela e Malu discutem por que o público tradicional se afasta do mercado erótico, a ideia de 'loja de bem-estar sexual', o impacto do anticoncepcional na libido, vício em pornografia, testosterona baixa, a necessidade de inovação dentro do casamento e a diferença entre o estímulo masculino e feminino. O episódio termina com o lançamento do lubrificante neutro à base de água da Vibrio e projeções de mercado — incluindo a ambição de um eventual IPO.
“É um mercado incrível, a margem é maravilhosa, só não vende.”
“A Malu estava ganhando 15 mil por mês e eu quando era capitão do exército ganhava 10, sendo que eu jurei morrer pela pátria.”
“Inclusive eu nunca apresento a Vibrio como um sex shop. Eu apresento a Vibrio como a primeira loja de bem-estar sexual.”
“Não é normal não lubrificar, não é normal não ter libido, não é normal sentir dor. Então, percebeu essas alterações, vai procurar ajuda.”
“Eu falo sempre que as mulheres estão na quarta revolução industrial e nós estamos na idade da pedra.”
“A gente vende produtos sexuais para conservadores. E é o grande ponto da Vibrio.”