
#15919 de outubro de 2023 · 1h30min
João Menna — Retratista especialista em imagem, criador da escola de fotografia Mestres da Imagem e da mentoria Imagem que Vende, com metodologia baseada em arquétipos e simbologia.
Talita Dal Bó — Designer de moda há mais de 15 anos e criadora do Capital Visual, método para comunicar sua mensagem através das roupas em menos de 3 segundos.
5 livros, na ordem em que aparecem na conversa.

Rápido e Devagar
citado por Bruno Perini
32:51
Crepúsculo dos Ídolos
citado por Bruno Perini
43:5312 Regras para a Vida
citado por Bruno Perini
1:04:34Story Brand
citado por João Menna
1:09:24
O Herói de Mil Faces
citado por João Menna
1:09:29A imagem é a embalagem que decide se alguém vai chegar a conhecer o seu conteúdo — e intencionalidade vale mais do que simplesmente "estar bonito".
Escreva hoje quais características você quer comunicar (segurança, acessibilidade, autoridade), para quem você quer falar e qual é a sua mensagem — e só depois ajuste suas roupas e fotos para transmitir exatamente isso.
No episódio 159 do Os Sócios, Bruno e Malu Perini recebem o fotógrafo e especialista em imagem João Menna e a designer de moda Talita Dal Bó para discutir a importância da imagem pessoal nos negócios. A conversa parte da ideia de que a imagem é a "embalagem" que permite que seu produto seja sequer considerado: sem uma boa primeira impressão, portas se fecham antes mesmo do conteúdo ser avaliado. Debate-se se é melhor se vestir como "cara comum" ou um nível acima do público, com exemplos práticos de ticket, funil de vendas e o caso do Grupo Primo versus bancos como o Credit Suisse. Os convidados compartilham as próprias transições: Talita conta que usou a mesma copy em anúncios trocando apenas a vestimenta e viu as críticas caírem e as vendas dispararem (de cinco alunas para mais de 35 mil); João relata que saiu de cachês de R$ 400 fotografando panelas Le Creuset para cobrar R$ 35 mil, após aplicar arquétipos e cuidar da própria apresentação. Ambos defendem a intencionalidade como palavra-chave e descrevem metodologias próprias — narrativa, personalidade e energia (João) e mensagem, destinatário e envelope (Talita). A segunda metade do episódio discute se a beleza é objetiva ou subjetiva — ambos os convidados defendem que é objetiva, citando São Tomás de Aquino, Nietzsche e a história de Frineia na Grécia antiga —, critica a harmonização facial excessiva e a padronização de rostos nas redes, e aprofunda os 12 arquétipos de marca, a jornada do herói e a simbologia por trás de cores, golas, mãos no bolso e acessórios.
“Se você tem uma embalagem muito boa você consegue vender. Agora se a embalagem não é boa você não consegue mostrar que seu produto é bom.”
“A gente usou a mesma copy, só mudou o envelope. Usando a mesma copy, a mesma fala, as pessoas não tiveram coragem de criticar.”
“Panela de R$ 7.000 e eu cobrando R$ 400. Tô cobrando menos que a panela.”
“A beleza, a bondade e a verdade elas andam juntas. Se você acredita na verdade, você tem que entender que a beleza ela é objetiva.”
“No futuro eu tenho certeza que a gente vai olhar para trás e vai falar: nossa, que delírio coletivo foi esse onde todo mundo teve o nariz igual.”
“É normal que você não queira abrir essa carta, porque essa carta não foi escrita para você.”