
#801 de abril de 2021 · 1h08min
Bruno Gomes — Economista de formação, investidor em fundos imobiliários e primeiro contratado do suporte do curso Viver de Renda
Priscila Perini — Advogada, especialista em leilões de imóveis e criadora do curso Vivendo de Leilão; irmã de Bruno Perini
Investir em imóveis pode ser excelente ou ruinoso: a diferença não está no tijolo, mas em comprar com desconto e conhecimento em vez de financiar no preço cheio.
Abra conta em uma corretora e compre uma única cota de um fundo imobiliário de baixo valor (R$ 10 a R$ 100) para começar a se expor ao mercado imobiliário e acompanhar os relatórios gerenciais.
Neste episódio do Os Sócios Podcast, Bruno Perini e Malu Perini recebem Bruno Gomes, economista e investidor em fundos imobiliários, e Priscila Perini, advogada especialista em leilões de imóveis, para debater as diferentes formas de se expor ao mercado imobiliário. A conversa começa com a trajetória de cada um no setor — desde o histórico familiar de comprar "tijolo" como forma de preservar valor em tempos de hiperinflação, até o primeiro contato de Priscila com leilões durante o boom imobiliário do Rio de Janeiro. O episódio compara em detalhe fundos imobiliários e leilões: enquanto os FIIs oferecem renda mensal isenta de imposto, baixo valor de entrada (cotas de R$ 10) e diversificação, os leilões proporcionam rentabilidades muito superiores — os convidados citam de 24% de lucro líquido em 9 meses até 35% em 6 meses — mas exigem conhecimento técnico, análise de documentação e capital concentrado. São discutidas armadilhas jurídicas como a "nua propriedade" (em que se espera o usufrutuário morrer), ilustrada com o caso da francesa Jeanne Calment, que viveu 122 anos. Também se aborda o debate aluguel versus financiamento, com os participantes defendendo que financiar imóvel no início da vida profissional é "amarrar uma bola de ferro no pé", e que o financiamento foi historicamente uma das maiores armas de destruição de riqueza no Brasil. Por fim, analisam os efeitos da pandemia por setor (shoppings depreciados, galpões caros, lajes corporativas em transformação) e preveem uma "chuva de oportunidades" nos leilões nos próximos anos por conta da crise e da alta da Selic.
“Faça mais do que você é pago para fazer e um dia vai ser pago por mais que você faz.”
“Eu acho que ter um financiamento é você amarrar uma bola de ferro no seu pé. Você não vai tá pagando aluguel para o proprietário, mas vai tá pagando juros para o banco.”
“Durante boa parte da história do Brasil, com juros altíssimos, o financiamento foi a maior arma de destruição de riqueza dentro da sociedade brasileira.”
“Essa pessoa que comprou financiada não é proprietário, o proprietário é o banco.”
“Um grande erro das pessoas que participam em leilão é tentar pegar imóveis que você gostaria de morar.”
“Se você reunir 10 pessoas e falar sobre leilão, provavelmente ou as 10 ou nove vão falar que é furada.”