
#725 de março de 2021 · 1h09min
Thiago Nigro — Criador do Primo Rico e do Grupo Primo, investidor e um dos caras que melhor escolhe sócios no Brasil, segundo os hosts
Dani Noce — Empreendedora serial, criadora de conteúdo e sócia de múltiplos negócios
Paulo Cuenca — Produtor de conteúdo desde 2011, criador de cursos e sócio (e marido) de Dani Noce
3 livros, na ordem em que aparecem na conversa.

Essencialismo
citado por Bruno Perini
33:35A Marca da Vitória
citado por Bruno Perini
39:45
Blink
citado por Bruno Perini
48:53Sócio não se encontra, se reconhece: na maioria das vezes ele já está orbitando ao seu redor, e o que falta é perceber quem multiplica o negócio em vez de apenas somar.
Liste as habilidades-chave que faltam no seu negócio hoje e identifique, entre as pessoas que já estão ao seu redor, quem multiplica resultados (e não apenas soma) — depois alinhe expectativas e direção antes de falar em percentuais.
No sétimo episódio de Os Sócios Podcast, Bruno e Malu Perini recebem Thiago Nigro, Dani Noce e Paulo Cuenca para discutir como escolher o sócio ideal. A conversa começa pelo momento certo de buscar um sócio: segundo Nigro, isso acontece por necessidade (quando uma função-chave se mostra indispensável) ou por ambição (quando o sonho é grande demais para ser realizado sozinho). Dani e Paulo contam a própria trajetória de sociedade que começou no comércio, atravessou oito anos sem férias e evoluiu até a maturidade atual, em que acertam mais do que erram. O grupo debate características essenciais de um bom sócio: alinhamento de expectativas e de direção (não necessariamente de visão), alta responsabilidade, mentalidade de risco, capacidade de multiplicar (e não só somar, como um funcionário), razoabilidade e egos em graus diferentes para evitar conflitos. Discutem também o papel dos contratos — úteis, mas insuficientes sem honradez — e a importância do que Nigro chama de "construtivismo", a disposição de buscar o que é justo no longo prazo, já que nenhuma sociedade começa justa. O episódio ainda aborda como encontrar sócios sem ter uma rede de empresários (mentorias como ambiente de conexão), o que é um "claro que não" em sociedade (falta de ambição, sobreposição de tarefas, desalinhamento filosófico, desonestidade), a diferença entre sócio operacional e sócio capitalista, o papel da intuição na avaliação de pessoas e por que querer ser bilionário é consequência de construir um grande negócio. Nigro encerra contando como pediu sociedade a Guilherme Benchimol aos 22 anos e ouviu que precisaria incomodar muito — e sete anos depois virou sócio da XP.
“Eu acho que é muito fácil escolher sócio. O difícil é você perceber as pessoas que estão ao seu redor e já são sócias e você nem sabia.”
“A regra que eu pego para mim é que funcionário soma e sócio multiplica.”
“Amizades criadas nos negócios são melhores do que negócios criados na amizade.”
“A sociedade nunca é justa. Mas no longo prazo você vai entender que as coisas vão se ajustar.”
“Um contrato entre dois homens honrados é desimportante; entre dois homens desonrados não é suficiente.”
“Virar bilionário é só uma consequência de criar um baita de um negócio para dar emprego para um monte de gente.”
“Você quer ser meu sócio? Você tem que me incomodar muito, viu.”