
#5303 de fevereiro de 2022 · 1h47min
Gessica Kayane — Humorista, atriz e influenciadora digital conhecida como GKay, criadora da Farofa da GKay e atriz em produções da Netflix
Quem é o próprio produto precisa investir em si mesmo como investidor: gastar dinheiro na própria imagem e estar presente nas novas plataformas antes que elas sejam rentáveis é o que garante o retorno depois.
Escolha hoje uma rede social emergente onde você ainda não está (como TikTok ou outra nova plataforma) e publique seu primeiro conteúdo, mesmo sem equipamento ideal — 'antes feito do que perfeito'.
No 53º episódio do Os Sócios Podcast, Bruno e Malu Perini recebem Gessica Kayane, a GKay, para falar sobre como transformar influência digital em dinheiro. Ela conta sua trajetória desde a origem muito humilde na Paraíba, os primeiros vídeos de humor no YouTube em 2016 com câmera emprestada, o apoio decisivo do editor Mateus Fernandes e a inspiração em Whindersson Nunes ('tudo que eu tenho esse cara tem, então vai'). O centro da conversa é a Farofa da GKay, festa de aniversário que nasceu sem pretensão comercial e virou um case de negócio. GKay detalha a estratégia de fechar Alok primeiro para atrair as demais atrações, o estouro do orçamento (previsão de 1,5 milhão que virou 2,8 milhões), as contas bloqueadas, o Pix de R$ 100 mil pedido a um amigo e o retorno: 2,5 milhões de seguidores em três dias, menções em programas da Globo e marcas disputando patrocínio no ano seguinte. Ela explica por que recusa propostas milionárias que a tirariam da operação e por que separa contratualmente 'GKay' de 'Farofa da GKay'. O episódio ainda percorre a monetização via Instagram, a precificação de publis e campanhas, a importância de ter marca própria na era do cancelamento, a migração antecipada para novas redes (TikTok, com 18 milhões de seguidores, e os vídeos de abertura de brinquedos que conquistaram público infantil), a entrada na Netflix a partir de uma busca por 'humor no YouTube' e os projetos futuros, incluindo série, filme de Natal com Vera Fischer e o lançamento de uma marca própria.
“Eu tinha todos os motivos, eu tinha tudo para não dar certo. Eu não tinha dinheiro nenhum, eu não tinha seguidor nenhum, eu não tinha amigo famoso nenhum.”
“Eu acho que o investidor ele é uma pessoa meio louca mesmo, porque ele tem que acreditar na ideia dele. Se eu não acreditasse na minha farofa, ninguém ia acreditar.”
“Eu não sou louca, eu sou estrategista e eu confio na minha estratégia.”
“Antes feito do que perfeito, eu nunca vou atrás da perfeição.”
“Parem de subestimar a internet. A gente tá vivendo a ponta do iceberg.”
“Eu sempre gosto de falar pra gente não construir o nosso império na casa dos outros.”